O ‘Yes, we can’ do Botafogo



Se o que aconteceu na Vila Belmiro neste domingo foi o triunfo do talento e da arte, o que aconteceu no Maracanã foi o triunfo da humildade e do trabalho.

Foi o “Yes, we can” botafoguense. Começou pela torcida, praticamente dividida na arquibancada com a imensidão rubro-negra. 

 Passou pela entrega do argentino Herrera, brigando contra zagueiros no ataque e marcando adversários até a área alvinegra.

Passou por um desengonçado Somália levando a melhor sobre o estelar Leonardo Moura.

Passou por Loco Abreu cobrando pênalti humilhante na muralha chamada Bruno.

E passou por um Jefferson defendendo pênalti do intocável Imperador.

Se de um lado vestiam a camisa do Flamengo astros que imaginavam pode resolver o duelo a qualquer momento, do outro havia trabalhadores.

Se de um lado havia um grupo rachado, vindo de brigas no vestiário, de treinos cancelados por ordem de jogadores, de barracos de namorada, de festas de arromba… no outro havia um grupo humilhado pelo trivice e por um 6 a 0.

Este grupo optou pelo trabalho para derrubar seus adversários.

A conquista é também uma vitória pessoal de Joel Santana.  Ridicularizado mundialmente na internet por seu inglês não-fluente, demitido do comando da seleção da África do Sul às vésperas de Copa ele levantou-se mais uma vez.

 Igualou-se ao lendário Flavio Costa em conquistas no Rio de Janeiro. Joel e Botafogo rezaram de uma mesma cartilha: a de que o trabalho e a humildade podem resultar em conquistas grandes.

 Parabéns, Botafogo.



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