São Paulo: sem alma e com medo



No post sobre Corinthians x São Paulo citei a falta de alma deste Tricolor (clique aqui e leia). E ontem ela apareceu somada à outro defeito: medo.

 Foi assim que o time de Ricardo Gomes jogou ontem no México. Sem nenhuma ousadia, agredindo pouco o adversário, louco para conseguir o que acabou conseguindo: um empate em 0 a 0. Que quase não veio depois de uma pressão incrível dos mexicanos no final. Até bola no travessão teve.

O meio-de-campo do São Paulo, em losago, com Rodrigou Souto recuado, Jorge Wagner pela direita, Hernanes pela esquerda e Cleber Santana avançado, não funcionou. Souto foi o menos pior, pelo menos correu para cobrir buracos na marcação. Hernanes e Jorge Wagner nada fizeram a não ser tocar de lado. Nenhuma jogada vertical, em direção ao gol. Cleber Santana quase fez um golaço do meio-de-campo. Quando se aproximou dos atacantes, desapareceu.

Duas das principais armas do futebol moderno, velocidade e contra-ataque não aparecem neste São Paulo. O time foi irritantemente lento. No segundo tempo, teve várias possibilidades de contra-atacar. mas, ou o time desacelerava o jogo quando deveria acelerar, ou a bola parava nos pés de Washington. Não é ele o homem para puxar contra-ataques. E assim o Tricolor torceu praticamente todo o segundo tempo para o relógio correr mais rapidamente e o juiz terminar a partida.

O destaque positivo ficou por conta de Alex Silva. Se no banco havia um técnico que não queria vencer, na zaga havia alguém que não queria perder. Ao lado de Miranda, que voltou a jogar bem, ele salvou o São Paulo em várias oportunidades. Rogério Ceni também, com pelo menos três grandes defesas. A raça de Junior Cesar, tão em falta no meio-de-campo, também deve ser elogiada.

Mas foi só. É muito pouco para o elenco montado. É muito pouco para quem quer ganhar sua quarta Libertadores. É possível tirar mais deste time. Enquanto é tempo.



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