Não há impunidade na internet



A tecnologia na comunicação avança em tal velocidade que o cérebro humano não acompanha (pelo menos o cérebro de algumas pessoas). O twitter, por exemplo, virou um perigo em poder de alguns.

Os casos mais recentes, o do diretor comercial da Locaweb (patrocinadora da manga da camisa do São Paulo) e o do filho do presidente Lula. Os dois chamaram o São Paulo de time gay de maneiras diferentes. Sem pensar nas consequências disso (pelo menos é melhor acreditar que não pensaram).

Vivêssemos em uma sociedade mais amadurecida e as cretinices escritas pelos dois sujeitos passariam batido. Mas não é o caso. Afinal, futebol ainda é o esporte do macho, do viril… como se os maiores gênios deste esporte fizessem da macheza sua maior “qualidade”. É claro que não. Pelo contrário, macheza sempre foi recurso de quem não sabe jogar direito.

Mas voltando ao twitter: dois sujeitos escrevem asneiras na internet como se estivessem no botequim da esquina. A certeza na cabeça de quem escreve algo preconceituoso desta natureza em seu twitter é a mesma do torcedor que briga na arquibancada: a  certeza da impunidade. Porém, diferentemente do campo de futebol, na internet há vigilância. Ainda bem!

Ao filho do Lula e  ao diretor da Locaweb restaram pedidos envergonhados de desculpas. Atitude que, para um machão que julga os outros pela preferência sexual, nem cai bem.



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