Time com alma x Time sem alma



E lá se vai uma freguesia de três anos que o São Paulo não vence o Corinthians. A vitória não só é mais um pisão em cima do humilhado Tricolor diante do rival como faz com que o time do Parque São Jorge ressuscite no Paulista, afaste a crise e ganhe força extra para garantir a classificação na Libertadores no meio de semana.

E mais: o gol no finalzinho da partida ainda mostra que, com problemas ou não, o Corinthians é hoje melhor do que o São Paulo. Por que? Porque tem mais alma.

No primeiro tempo esta diferença de vontade ficou ainda mais clara. Um time jogando e o outro dormindo, lento, fazendo de cada toque do lado uma tentativa de obra de arte (alguém viu o Miranda dar um bico só que fosse na bola?).

 O 2 a 1 acabou injusto, porque o Corinthians merecia vantagem maior. No segundo, as ações até que ficaram mais equilibradas, mas não dá para dizer que a vitória corintiana no final não tenha sido merecida.

Argumente-se que o a partida valia muito mais para o Corinthians, por isso jogou com mais vontade. Mas então aqui vale a pergunta: por que o São Paulo extenua seus titulares num jogo que tem pouca importância quando tem uma decisão realmente cascuda quarta-feira no México pela Libertadores? Que prioridade é essa que a diretoria diz que dá à competição continental?

A vitória, merecida, foi um alívio para o Corinthians, que pode entrar nos eixos. Ainda que Mano Menzeses tenha feito substituções estranhas, como Tcheco no lugar de Elias e Jorge Henrique no banco. E quando entrou, saiu o ótimo Danilo.

A derrota do São Paulo foi muito mais do que perder um clássico: foi permanecer com um incômodo tabu, cansar seus jogadores e ir pressionado para o México. E aqui, uma pergunta que serve de alerta: quando o time de Ricardo Gomes conseguiu bom resultado em partida realmente decisiva? O leitor que souber, escreva.

Um adendo a este post, que coloco no ar às 13h45 de segunda-feira, pós clássico: no blog do jornalista Victor Birner há um post de um leitor chamado Rafael Mussi, sobre como ele enxerga o São Paulo de hoje. (lique aqui e leia).



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