Pet e a liberdade no Flamengo



A bombástica entrevista que Pet deu aos repórteres Carlos Monteiro e Erich Onida (clique aqui e leia) aconteceu porque o sérvio se sentiu seguro para falar tudo o que o incomodava. Seguro de que ele é um jogador com mercado fora da Gávea e também porque neste Flamengo atual criou-se um estado de liberdade grande.

Inteligente, Pet sabe que este estado de liberdade de alguma forma limita as ações da diretoria. Por que a diretoria agiria com rigor com ele se permite as regalias de Adriano e Love e ainda tolera e passa a mão na cabeça quando os dois se metem em problemas no meio da favela?

Não dá para dizer nem que este grande estado de liberdade criado no Flamengo não tenha sido benéfico para o clube. Afinal,  se não fosse com regalias, Adriano provavelmente não estaria vestindo a camisa rubro-negra, como candidamente disse o técnico Andrade recentemente. E tal estado de liberdade ajudou o clube a conquistar o título brasileiro em 2009.

Pet também ajudou. E como! Incomodado na Gávea, ele começa agora, de alguma forma, a cobrar a atenção que acha que merece. E com a segurança de que nada de muito ruim poderá acontecer a ele.

O caminho trilhado pelo Fla, este do estado de liberdade grande, pode ser bom, mas sempre será perigoso. Difícil garantir que os limites nunca serão ultrapassados. É o risco que o clube está correndo.



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