A polêmica da nova camisa do Vasco



A polêmica envolvendo a nova camisa do Vasco mostra como no futebol brasileiro muitas vezes os movimentos são dados apenas com paixão e com pouca razão. E na maioria das vezes sem nenhuma visão de que futebol é um negócio.

A camisa “deu azar” em sua estreia (derrota para o Americano em São Januário e queda do técnico Wagner Mancini). Foi o suficiente para ser banida para sempre no primeiro momento pela diretoria. Um tiro de bazuca no pé. É o mesmo que colocar um produto novo no mercado e dar um aviso em alto e bom som para os consumidores: NÃO COMPREM! E também dar uma banana para os coitados que já haviam comprado a camisa.

Agora, ela será utilizada no clássico o contra o Fluminense neste domingo. Mas só porque a última remessa de camisas tradicionais que chegaram ao clube não têm o patrocínio da Eletrobras. A nova também teria um outro problema: feriria o Estatuto do Clube, que diz que o uniforme sempre deve ter a cruz diagonal e a cruz de malta. E foi neste ponto que a oposição se agarrou para  tentar barrá-la e atacar a situação em um momento de fragilidade.

Não é questão de se achar a camisa bonita ou feia (eu, particularmente achei linda!). O buraco é mais embaixo: é de se ver como ótimas oportunidades de fazer dinheiro são jogadas no lixo. Seja por colocar a paixão acima da razão. Seja por agarrar-se a regras arcaicas que, muitas vezes, não acompanharam a evolução do futebol como negócio.



MaisRecentes

O recado é: simular falta funciona!



Continue Lendo

Eles querem ter a posse de bola



Continue Lendo

Boas entrevistas à vista



Continue Lendo