Os Estaduais cada vez menores



2010 será um ano maravilhoso para quem ama o futebol. Copa do Mundo da África do Sul, Libertadores com cinco gigantes brasileiros na disputa e todos com chances verdadeiras de levantar o título, um Campeonato Brasileiro com uma fórmula que a cada ano se mostra mais empolgante e atraente para o público… (apesar de ainda não ser equiparado ao calendário mundial) e  Copa do Brasil que, se não tem a participação dos clubes que estão na Libertadores terá mais uma vez pesos pesados como Palmeiras, Santos, Atlético-MG e Grêmio. Esqueci alguma coisa importante no ano?

Ainda haverá gente que citará os Estaduais, mas 2010 mostrará mais uma vez como eles estão se apequenando ano a ano e transformando-se em um estorvo no apertado calendário brasileiro. O que já foi chamado de Paulistão hoje em dia é taxado de Paulistinha por torcedores e até jogadores. Este ano, apenas dois grandes estarão interessados nele: Palmeiras e Santos. 

O Paulistinha (é como chamo o torneio) é o mais importante e disputado estadual do país. O que dizer então do Campeonato Mineiro e Gaúcho, por exemplo? O.k., o carioca adora seu campeonato estadual, Maracanã lotado, torcidas em festa, clássicos legais e conversa de botequim na segunda-feira. Mas realmente algum torcedor vascaíno, tricolor ou botafoguense tem como prioridade vencê-lo em 2010? O Flamengo nem entra aqui porque, é óbvio, está interessado na conquista da Libertadores.  E o estadual terá como uma de suas principais atrações o América de Romário e Bebeto. Com todo respeito à dupla do tetra, é muito pouco para empolgar qualquer torcedor.

Os estaduais são hoje como uma pré-temporada, um torneio de verão que serve na melhor das hipóteses para ajeitar os grandes para o restante da temporada, ou para o que realmente interessa da temporada. E os clubes pequenos são alugados para empresários ou mantidos por prefeituras. A seguirem com esta forma de gestão, estes clubes estão condenados à in-significância eterna.

O modelo de campeonato que fez surgir lendas como Pelé, Garrincha, Zico, Sócrates, Roberto Dinamite… hoje é uma só uma caricatura do que um dia já foi. Os defensores dos estaduais argumentam que eles não podem acabar por conta da tradição centenária que carregam. Mas mantê-los moribundos assim é o caminho para que as gerações futuras não os enxerguem como parte importante da história do nosso futebol, mas como um torneio menor, um estorvo… um Paulistinha, assim mesmo, no diminutivo. 

A melhor maneira de salvar os esta-duais é acabar com eles. Enquanto é tempo! 



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