Procuram-se gols na Vila



A torcida explodiu em festa quatro vezes na Vila Belmiro: cada vez que o sistema de som anunciava um gol do Goiás no Pacaembu, onde o Corinthians foi goleado por 4 a 1. Isso porque, se dependesse de Santos e Botafogo, não havia motivo para festejar: os dois times judiaram da bola e o 0 a 0 mostrou porque o Peixe está ali, naquela zona da tabela em que não incomoda ninguém, e porque o Botafogo luta contra o rebaixamento.

Se sobrou disposição dos dois lados, faltou o essencial: talento. Jogando em casa, o Santos foi um pouco melhor, buscando sempre as laterais do campo e os cruzamentos na área. Lances realmente perigosos foram muito poucos. Quem se destacou foi o zagueiro santista Fabão, que participou de três momentos importantes do primeiro tempo. No primeiro, deu uma espanada na bola, que subiu alto. Na disputa de cabeça com André Lima, o zagueiro santista fez pênalti que Leonardo Gaciba não marcou. E o caminho parecia por ali mesmo. Logo depois, Fabão escorregou e deixou livre o caminho para Gabriel alcançar pela esquerda e chutar cruzado para fora.

Mas o zagueirão santista não fez só lambança. Em uma das grandes chances do Peixe no primeiro tempo cabeceou para o chão, mas a bola acabou saindo pelo alto.

Na segunda etapa, Luxemburgo sacou Germano e colocou Madson, na tentativa de sair com a vitória. O baixinho até se movimentou bem, mas nem assim o gol saiu. Aí, Luxa mexeu mais duas vezes: Alan Patrick no lugar de Robson e André na vaga de Rodrigo Souto. E nada de gol. Pior, nada de o time ao menos ameaçar de verdade.

Já o Botafogo não soube aproveitar o desespero santista. Mesmo com o campo aberto para os contra-ataques, pouco conseguiu assustar, a não ser nas bolas paradas do zagueiro Juninho. O empate deixou o Santos com menos esperança de se aproximar do pelotão da frente e o Botafogo em situação cada vez mais complicada.

Ainda bem que o Goiás alegrou a torcida na Vila.
 



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