Como eu consegui fazer isso?



Às vezes cometemos deslizes imperdoáveis, daqueles que fazem todo mundo perguntar: por que ele fez isso? Como ele fez isso?

Como Zidane perdeu a cabeça e deu uma cabeçada em Materazzi na final da Copa do Mundo? Como Fernando Henrique Cardoso sentou na cadeira de prefeito de São Paulo, em 1985, antes da eleição, para depois ser atropelado nas urnas por Jânio Quadros?

 
No domingo, 13 de setembro, estive no Beira-Rio para entregar o Troféu Osmar Santos, dado pelo LANCE!, para o campeão do primeiro turno do Brasileirão. O campeão, no caso, foi o Inter, que ontem enfrentou o Cruzeiro.

Ocasião solene, visual discreto e elegante (no meu caso, na medida do possível). Sapato, uma calça bonita e uma camisa escolhida a dedo: veste bem, boa para a ocasião.

Lá fui eu para a fria e chuvosa Porto Alegre. O taxista me deixa em frente a um Beira-Rio que já é um mar vermelho, de tanta gente nos arredores. E começam os olhares feios para mim. Um, outro, outro… Uns gritos de “Inter!!” perto do meu ouvido. Será que tenho cara de mineiro? Estão me confundindo com alguém?

A resposta veio sem querer, quando fui ajeitar a manga da minha camisa escolhida a dedo… Azul!! Cor do rival do dia, o Cruzeiro, e do rival eterno, o Grêmio.

A salvação estava dentro da minha mochila: um casaco cinza, pego aos 49 minutos do segundo tempo, antes de sair de casa.

Mas uma pergunta não sai da minha cabeça: como eu consegui fazer isso?



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