Peruano detalha relação de Guerrero com Autuori



Depoimento de Rodrigo Etchegaray Ponce, repórter do jornal Depor, do Peru

‘O país todo deu razão a Autuori’

“Com apenas 20 anos e sem ter estreado de maneira oficial pela equipe principal do Bayern de Munique, Paolo Guerrero recebeu a confiança de Paulo Autuori e foi chamado a vestir as cores de sua seleção. O Peru vinha de dois jogos sem vitórias pelas Eliminatórias da Copa da Alemanha e o técnico brasileiro apostou naquele jovem que surgia no plantel bávaro, no duelo diante da Bolívia.

Já tinha gente que queria uma oportunidade a Guerrero. Faltava um parceiro de área para Claudio Pizarro, que compartilhava o vestiário com o ‘Predador’ em Munique. A estreia de Paolo foi com derrota, mas nove dias depois ele foi crucial para o resultado obtido pela ‘blanquirroja’ em Assunção.

Com pouco tempo, Guerrero cavou um pênalti que foi anotado por Nolberto Solano. O povo peruano ficou entusiasmado com a atuação dele, que tinha jogado nas categorias de base do Alianza Lima, mas nunca pelo profissional. A polêmica era sua falta de experiência como jogador profissional, mas sua rodagem internacional e sua atitude lhe renderam pontos a favor.

Em seu primeiro gol no Bayern, Paolo havia entrado no lugar de Pizarro, seu mentor nos primeiros anos de Alemanha. Autuori é um conhecedor, um estrategista de futebol. E sabe como lidar com o jogador. Talvez havia planejado, talvez fosse obra do destino. Mas ele optou pela mesma fórmula: substituiu Pizarro por Guerrero diante do Chile, que é um duelo em que os pontos ficam em segundo plano para o Peru. A seleção tinha a obrigação de vencer o ‘Clássico do Pacífico’ em casa. Faltando cinco minutos para o fim, o ‘Predador’ disputou a bola com o rival, chocou-se com o goleiro e, fazendo valer seu apelido, marcou. Enquanto ele beijava o escudo da camisa peruana, Autuori festejava e ria por dentro. Sua decisão havia sido mais do que acertada. E um país inteirou deu a ele a razão.

As críticas pela juventude e inexperiência deram lugar a elogios como lutador, patriota e até goleador. Guerrero nunca se esquecerá que o técnico lhe deu a camisa 9.

O destino cruzará o caminho de ambos na Recopa. O cumprimento de ambos antes do jogo é iminente. Assim como o respeito e admiração que cada um terá pelo outro.”



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