Rio Open toma a melhor decisão



É uma notícia triste vermos o cancelamento ou adiamento (data incerta ?!) do Rio Open. Maior evento da América do Sul, um ATP 500, uma grande oportunidade para o tênis no continente e brasileiro onde foram revelados Thiago Monteiro e mais recentemente Thiago Wild fora bons resultados nas duplas. Fora isso, temos a perda de centenas de empregos diretos no tênis e atrelados ao evento.

Mas foi a decisão mais correta que o torneio poderia tomar. 

Motivo número 1. Os casos de COVID no Brasil só aumentam e a perspectiva para janeiro e fevereiro não é das melhores. Realizar um torneio sem público já seria um prejuízo enorme. Nem tanto na questão de bilheteria, mas sim no ambiente, nos patrocinadores que justamente são atraídos pelo relacionamento que se faz durante a semana de evento. Uma perda importante financeira e impacto direto na organização. Vamos lembrar que a IMM é uma empresa, que visa lucro.
Motivo número 2. Australian Open na mesma data/período. Se nos últimos anos poucos grandes nomes já vinham, com um Grand Slam tão longe seria impossível atrair alguém de peso.
Não temos ainda o calendário do final de fevereiro e nem primeiras semanas de março, mas pelo tom do torneio, uma nova data está sendo buscada mais para frente.

E agora como fica ?
Sabe-se que o evento tem verba de Lei de Incentivo que dura um ano, mas  o torneio pode prorrogar por mais um ano tanto a captação quanto a execução do projeto, logo não seria um problema caso não se consiga viabilizar o evento m 2021.

Mas datas alternativas são estudadas ainda para 2021.

E quais seriam as opções ? Durante a gira europeia no saibro entre abril/maio ? Não vejo que seria muito conveniente por motivos semelhantes ao do Australian Open. Dificilmente um grande nome vai deixar a Europa para vir jogar um torneio no Brasil e voltar. Sabe-se que os torneios argentinos e Santiago estão buscando acerto para final de fevereiro e começo de março. Córdoba e Buenos Aires viriam na sequência entre 22 de fevereiro e 1o. de março.

A gira de julho após Wimbledon seria interessante não fossem os Jogos Olímpicos. Na semana após o Slam britânico, dia 12, temos três ATPs programados, entre eles o 500 de Hamburgo. É uma opção, mas não a melhor.

Resta então o período do final de setembro onde costumamos ter gira de challengers pela América do Sul. A data de 20 de setembro há dois ATPs 250 na Europa, mas temos a Laver Cup começando dia 24. A data a seguir com dois torneios na Ásia, ambos 250.

É um quebra-cabeça e imagino como deve estar a cabeça da organização nessas negociações e diante ainda das incertezas causadas pela pandemia.

Calendário

Sobre o calendário divulgado pela ATP. Fizeram o que podiam. Será estranho ter uma ATP Cup na mesma semana em Melbourne e outros dois ATPs 250. Vai confundir o público. Mas é melhor ter do que não ter nada. A roda precisa girar.

Curtinhas:
Saiu o calendário dos challengers. Apenas dois no saibro, em Antália, na Turquia. De resto só futures no piso. Há informações de bastidores de uma gira pela América do Sul (que não inclui o Brasil) de torneios futures entre fevereiro ou março com várias semanas. Fala-se também na realização de challengers pelo continente. Nada ainda confirmado.



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