Nadal, perfeito, só vai parar de ganhar Roland Garros quando quiser



Pode mudar a bola. Pode fazer frio. Pode colocar teto retrátil. Pode ter seu maior algoz, voando e sem derrotas na temporada do outro lado. Não tem jeito. roland Garros é de Rafael Nadal.
E que atuação perfeita neste domingo. Para espantar todos os fãs, imprensae até demais tenistas que esperavam uma batalha de quatro ou cinco sets disputados. Quão grandioso foi o espanhol. Quanto ele se defendeu, atacou, forçou os erros do sérvio. Buscou cada ponto. Foi sem dúvida uma das maiores atuações em uma quadra de saibro. Eu diria que foi até maior que aquela final de 2008 em que venceu Federer por 6/3 6/1 6/0.
E foi nítido que mesmo vencendo o torneio pela 13ª vez, Nadal se emocionou bastante e colocou esta conquista como uma das mais valiosas. Por tudo o que está ocorrendo no mundo e com ele.
Tinha que ser uma atuação dessas para igualar o feito de Roger Federer e ser o maior campeão de Grand Slams com 20 conquistas. E os dois são enormes. Minutos depois do feito, o suíço veio à público nas redes sociais enaltecer o rival e colocar uma frase onde fica clara a disputa saudável pelo menos entre os dois para se puxarem por mais conquistas.
Djokovic achou que teria sua maior chance de vencer Nadal numa final em Paris. Mas o buraco é enorme. Intransponível. Insuperável. Como Nicolas Almagro disse em um vídeo que circula pela internet: “Nadal assim vai ganhar uns 40 Roland Garros”. Aos 34 anos, jogando e correndo do jeito que está, com físico em dia, ele ganha até quando cansar. E pelo visto vai demorar aí bem uns dois ou três anos mais…

Curtinhas:

Nadal ganhou Roland Garros com a quarta bola diferente. Em 2005 ganhou com Tecnifibre, depois com Dunlop, pelos anos 2010 ganhou várias vezes com a Babolat onde teve uma polêmica que seria mais veloz para favorecer Federer e agora com Wilson. Não dá. Quando ele está bem fisicamente, não perde!

Nadal alcançou sua 100ª vitória em 102 jogos em Roland Garros. Na carreira são 999. Se resolver jogar mais ainda esse ano (na dúvida ainda, decide na semana), vai chegar ao triunfo 1000.
Técnico de Novak Djokovic, o croata Goran Ivanisevic disse ao canal HRT no meio da semana que Nadal não teria chance contra Djokovic. Pois é. Pagou com a língua.
O Brasil foi bem nas duplas em Paris. Bruno Soares fez final, mas parou diante dos incríveis alemães Krawietz/Mies que comemoraram com muita cerveja. Natan Rodrigues/Bruno Oliveira foram vice-campeões no juvenil.
Bruninho Soares e Mate Pavic agora vão formar a segunda melhor dupla do ano em um desempenho sensacional com título do US Open e vice em Roland Garros. A dupla encaixou muito bem depois da quarentena.



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