Schwartzman tem chances contra Nadal ?



Diego Schwartzman pode derrotar Rafael Nadal ? Chances existem, mas na minha visão são pequenas. Por mais que as condições não ajudem o espanhol, que ele reclame do frio, que a bola é pesada, que não consegue fazer ela pegar tanto efeito como outrora.
O duelo desta terça mostrou que o espanhol está bem mentalmente. E pronto para jogar o seu melhor quando precisa. E a questão física tende a fazer diferença. Por mais que Schwartzman tenha dois dias de descanso, a carga emocional e física deste duelo contra Dominic Thiem com tantas trocas de bola, exigência de força e uma verdadeira montanha russa sob o ponto de vista mental vai cobrar seu preço que muito provavelmente Nadal irá pagar. Adicione o fator busca por sua primeira final de Slam. É diferente.
O espanhol só perde essa semifinal se entrar muito devagar, passivo e tiver uma atuação muito abaixo do esperado. Depois do que aconteceu em Roma, certamente não deixará isso acontecer. E terá atenção redobrada nos games de saque.
El Peque, como é chamado, foi incrível contra Thiem. Mas poderia ter matado mais cedo. Perdeu uma bola no 15/30 e outra fácil logo a seguir para abrir 2 sets a 0. O austríaco estava visivelmente cansado, por vários momentos usou o slice e deixadas às vezes sem nexo. Foi bravo. Lutou muito. Viu que o adversário oscilava mentalmente e foi ao limite buscando uma vitória que chegou a estar bem perto. Diego ganhou no físico e claro, na raça.
O dia e o torneio espetacular da Argentina também com semi no feminino para Nadia Podoroska só devem nos inspirar e também ao tênis sul-americano, principalmente no feminino onde são raras as meninas metidas entre as 150 do mundo. Infelizmente, para nós, a cultura tenística deles é diferenciada. Basta passear por Buenos Aires para ver o número de quadras espalhadas pela cidade fora os ex-jogadores envolvidos diretamente com o esporte e viajando como treinadores.
Curtinhas:
Seria difícil imaginar quem fosse bem no US Open repetisse a façanha em Paris. Zverev caiu nas oitavas, com gripe. Thiem, esgotado, perde nas quartas. Medvedev caiu na estreia. Pablo Carreño é o último semifinalista de Nova York de pé. Mas já se noticia que teve problemas no estômago na França. Difícil que consiga uma façanha contra o sérvio.
Mas estamos em um ano de pandemia, só o fato de estarmos com dois Grand Slams mesmo com datas próximas, é um feito. Tem esporte que sequer conseguiu voltar internacionalmente.



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