Djokovic é ou não é o maior favorito para Roland Garros ?



A edição de 2020 de Roland Garros é uma das poucas dos últimos 15 anos que podemos dizer que Rafael Nadal não é o grande favorito ao título. Na minha opinião, é claro.

Depois de duas rodadas e na prática poucos testes para os dois dá para se observar que as condições favorecem Novak Djokovic. Já não é novidade que Rafael Nadal não gosta de jogar em um saibro tão lento e com bola mais pesada e lenta. O clima frio, as constantes chuvas/garoas,  e o fator noite (nessa época escurece em torno das 19h em Paris, em maio em torno das 21h) dão uma vantagem ao estilo do sérvio diante do potente forehand de Rafael Nadal que em condições de médio para rápidas são as ideais para ele.

Some a confiança. Djokovic não perdeu esse ano. Foi desclassificado no US Open, o que se conta como derrota, mas botando claramente não podemos contabilizar. Nadal garantiu que não pegará nenhum cabeça de chave até pelo menos as quartas quando pode ver Alexander Zverev (será que ele chega lá ? Tenho dúvidas!) ou Stan Wawrinka, mas tem Dominic Thiem na semi o que, mesmo ganhando, promete ser uma batalha longa.
O sérvio também tem um caminho que pro fim pode ser indigesto com um Bautista Agut e Stefanos Tsitsipas, mas nessas condições não vejo que possa levá-lo ao limite.

Nadal já provou por A + B que Roland Garros é seu habitat. E nesses 12 títulos e apenas duas derrotas calou os críticos com frequência. Tem talvez seus maiores desafios e precisa se adaptar. Veremos!

Mais uma atuação segura de Thiago Monteiro. Jogou como favorito e não sentiu a pressão. Mostrou maturidade. Acabou com um jejum de cinco anos do Brasil sem terceira rodada em um Slam e atingindo pela primeira vez esta fase em um torneio desse porte. Saiu melhor que a encomenda essas duas primeiras rodadas sem sustos, sem se cansar e chegando fresco fisicamente para encarar o duro húngaro Marton Fucsovics que igual passou sem perder sets contra Albert Ramos. Jogo bem difícil, mas ganhável para Monteiro quebrar outro jejum de uma década do Brasil sem ir às oitavas (Bellucci Roland Garros em 2010). E o brasileiro não tem nenhum Djokovic/Nadal/Thiem pelas oitavas, mas sim possivelmente um cansado Rublev ou Kevin Anderson.

Será que podemos sonhar ? Esse torneio está com a cara que pode virar a chavinha de Monteiro. Se ganhar no sábado vai ter o melhor ranking.



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