Deixar a emoção de lado para manter o sistema do tênis



Alguns países europeus já têm planejadas suas aberturas policiadas e já surgem os primeiros eventos-exibições na Alemanha no começo de maio e na França na academia de Patrick Mouratoglou para o meio do mês que vem.

Conforme informado, ambos sem público, o alemão apenas com presença de um juiz de cadeira, com transmissão que nem precisará de operador de câmera. Na Espanha, Rafael Nadal ofereceu para a ATP sua academia para realizar um campus de treinamento e torneios.

Deverá ser assim pelo menos por alguns meses, quiçá até o fim do ano, ou até que não se tenha uma vacina/cura para a pandemia do coronavírus.  Sempre cuidando do distanciamento social, uso de máscaras ou o que for preciso.
O circuito do tênis da ATP/WTA só retorna em 13 de julho e pelas notícias na América do Norte é bem provável que esse período de estenda. Mas com a abertura inicial da Europa já fica viável que o circuito possa retornar pelo menos a partir de setembro por lá, com calendário ajustado e todos os cuidados, provável até que com testes em todos os atletas e organização.

Infelizmente muito da emoção que o público traz aos eventos terá que ficar de lado nesse primeiro momento. Em prol do sistema do esporte. Em prol dos tenistas abaixo dos 100, 200 do mundo que estão sendo afetados e não podem desenvolver suas atividades, em prol também de árbitros, staff e todos que trabalham e vivem do esporte, todos hoje em dia parados, sem renda e tendo que se virar sabe-se lá como para colocar comida para suas famílias.
Sim, muitos torneios vão perder por não colocar público, mas aqueles maiores que possam ser viáveis devem se programar e a ATP/WTA/ITF se preparar para realocar o que for possível até mesmo aqueles eventos menores nível challengers e futures.

Ficar sem jogar o restante do ano pura e simplesmente porque não pode ter público vai abalar MUITO o que já está bem afetado no esporte.

Curtinhas:
Novak Djokovic lidera junto com Rafael Nadal e Roger Federer um resgate ao circuito. Seriam arrecadados em torno dos 3 até US$ 4,5 milhões para tenistas entre os 150 e 700 do mundo. A ATP quer do 150 até o 400, mas Nole escreveu carta para a entidade pedindo ajuda do 250 até o 700. Os tops ajudariam com US$ 30 mil e os jogadores do top 100, como Thiago Monteiro e do top 5 de duplas como Marcelo Melo, doariam US$ 5 mil. Estima-se que cada um dos beneficiados recebam em torno dos US$ 10 mil (R$ 52 mil).



MaisRecentes

Pandemia no tênis



Continue Lendo

Brasil com futuro promissor na Copa Davis



Continue Lendo

Entrando em outro patamar



Continue Lendo