Entrando em outro patamar



Crédito: Fotojump

A semana do Rio Open mostrou que temos um novo tenista brasileiro para torcer. Novo para quem não é muito do meio como muitos que viram pela televisão ou alguns que compareceram ao Jockey Club do Rio de Janeiro.
Thiago Wild empolgou tanto na vitória na segunda-feira quanto na derrota desta quinta-feira os mais de 6 mil torcedores que compareceram . Não só por sua luta, gana, mas pelo tênis mais agressivo e adaptado ao estilo atual.

Para quem acompanha acompanha a carreira do tenista desde que era um menino de 14 anos vencendo o BNP Paribas com final em Roland Garros, Wild apresentou um enorme amadurecimento de uma temporada para cá. Mais focado dentro de quadra, controlando suas emoções e cada vez mais ciente que não só pode incomodar como também vencer os melhores.

Na semana emplacou sua quinta vitória sobre um top 100 diante de um rival catimbeiro e que o tempo todo tentou lhe tirar da partida. Enfrentou um top 50 pela primeira vez e por poucos detalhes acabou derrotado. Um 30/40 mal jogado no 5/5 do terceiro set, um par de segundos saques no tie-break decisivo. Borna Coric é um jogador muito sólido, foi 12 do mundo, é o atual 32º colocado e este ano já derrotou Dominic Thiem.

Thiago vem desenvolvendo um trabalho com o psicólogo Felipe Vardiero há alguns meses que vem fazendo a diferença junto com a parte física que acabou pesando em alguns momentos da última temporada.
É bom lembrar que estamos falando de um jogador que completa 20 anos em algumas semanas (10 de março) e que já vai se meter entre os 180 melhores na próxima semana e tem a mentalidade de ser um tenista fixo em ATPs e bem acima de onde está agora.

Como disse seu treinador João Zwetsch. Thiago está no caminho correto e tende a dar muitos frutos em breve. Está chegado em outro patamar.

Enquanto isso, Thiago Monteiro segue batendo na trave e desperdiçando chances. Já mostrou estar com tênis mais firme e consistente, tapando seus buracos, mas ainda lidando com alguns fantasmas que o vem atormentando quando as chances aparecem.
Em Buenos Aires bateu Coric com autoridade, mas perdeu de um lucky-loser nas quartas que estava com dores no pé e desperdiçando quebra acima no segundo set. Derrota ainda mais dolorida pois teria passagem direta para a final com o WO de Diego Schwartzman.

No Rio de Janeiro perdeu do lucky-loser e 106 do mundo, Attila Balazs logo após superar o top 30 Guido Pella em sua segunda maior vitória na carreira. Começou com um grande tênis e de repente perdeu energia e o mental foi embora. Na minha visão não deu tempo de sentir tanto cansaço uma vez que o primeiro set foi tão rápido. Na sequência da chave teria um jogador bem acessível para fazer semifinal.
Somente essa pontuação perdida na Argentina e no Rio de Janeiro deixariam Monteiro no top 60 e bem encaminhado para disputar os Jogos Olímpicos. Chances que não devem ser jogadas fora.



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