As probabilidades de Djokovic ser o maior da história



Enquanto Roger Federer e Rafael Nadal rachaçam o rótulo de melhor da história e um joga para o outro tal título de GOAT, Novak Djokovic segue na sua obssessão reiterada de virar o melhor de todos os tempos. Pelo menos em números. E ele tem chances.

A conquista deste domingo do Aberto da Austrália o manteve bem próximo da dupla Fedal nos Slams. São 17 conquistas e mais ainda NO MÍNIMO uns dois anos de bom tênis a ser jogado.

Djokovic volta ao número 1 do mundo e ficará pelo menos mais quatro semaninhas por lá indo pelo menos até 279 semanas. Pete Sampras tem 286 e Roger Federer soma 310.

Caso Nole mantenha um bom ritmo e não perca a ponta passaria Federer já em outubro e de quebra igualaria Pete Sampras com seis anos terminados como número 1. Se copar os demais três Slams – feito que não ocorre desde 1969 com Rod Laver – igualaria o suíço. Mais fácil imaginar o sérvio mantendo uma média de dois Slams por ano e esse empate vindo em 2021 ou 2022 com um Roger provavelmente já aposentado.

Em Masters 1000 também a briga com Nadal é boa, por enquanto perde de 35 a 34. O número de títulos é que estaria uma distância bem complexa. Djokovic teria 31 mais conquistas para igualar os 109 de Jimmy Connors. Teria que ter uma carreira bem longeva como Federer.

Você pode até discordar quanto ao estilo de jogo ou questões de carisma ou pura torcida por Federer ou Nadal, mas que Djokovic põe uma pilha grande nessa briga e tem chances em números de ser o maior, tem sim. E ele provou que quer muito. E ainda tem o fator de liderar o Head – to Head contra seus maiores rivais.

A partida final na Austrália dava todos os indícios que teríamos um novo campeão de Slam. Thiem merecia pelo que fez no torneio e pelo que jogou na final. Mas um jogo de cinco sets e uma final tem suas peculiaridades. Queda de energia, Djokovic pede atendimento, vai ao vestiário na virada para o quarto set, um break-point salvo no quarto, outros dois quando liderava no quinto e esses três pontinhos mudaram a história da partida. Simples assim. Thiem chegou para ficar. Já desde o ano passado é até um jogador mais eficiente na quadra rápida que no saibro (basta ver o número de pontos nos dois pisos) e está cada dia mais próximo de vencer seu primeiro Slam. Nadal que se cuide em Roland Garros.

Curtinhas:

Semana boa para alguns brasileiros. Thiago Monteiro na final em Punta del Este com top 100 garantido e brigando para manter-se no top 90. Luisa Stefani vencendo um WTA 125 na Califórnia, em Newport Beach e entrando no top 50, com tudo para entrar em alguns torneios Premieres como Miami e Indian Wells. Felipe Meligeni com sua primeira semi de challenger colando no top 300. Thiago Wild ainda não venceu no ano e segue na busca nas próximas semanas.



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