Equilíbrio na chave ou algum Big 3 foi beneficiado ?



Olhando a chave sorteada do Australian Open nesta quinta-feira não dá para cravar quem se deu melhor ou não dos temidos Big 3 do tênis que vêm acumulando os Grand Slams em massa nas últimas décadas.

Rafael Nadal tem as primeiras rodadas eu diria mais apetitosas para ganhar ritmo e que não devem lhe colocar contra a parede. Se os favoritos como Nick Kyrgios – sempre uma incógnita nos Slams – e Dominic Thiem caminharem, a coisa complica para a segunda semana nas oitavas e quartas respectivamente. Nas semis a possibilidade de Daniil Medvedev igual é dura mesmo com o retrospecto a favor. Vamos tomar em conta que a semana de Nadal na ATP Cup foi um pouco abaixo das expectativas somando duas derrotas para seus concorrentes mais duros.

Roger Federer tem duas primeiras rodadas relativamente tranquilas, nem tanto como Nadal, mas não deve passar apuros. Hubert Hurkacz deve trazer problemas na terceira. O polonês vem confiante, venceu seus jogos na ATP Cup, saca bem e está crescendo no circuito.

Nas oitavas o suíço pode apertar seu caminho no possível encontro contra Denis Shapovalov. O canadense foi muito bem na ATP Cup, encurralou Djokovic, vinha vem esta semana, mas já foi derrotado. Resta saber se chegará fresco fisicamente para encarar o calor e duros jogos de cinco sets, tem o novato italiano Jannik Sinner numa segunda rodada que promete emoções.

Nas quartas, Borna Coric não vem inspirando confiança e Mateo Berretini ainda não jogou no ano, então não dá para saber se estará com tênis para chegar lá. A semi contra Novak Djokovic seria o jogo mais esperado do torneio.
O sérvio não jogou seu melhor na ATP Cup, passou por muitos problemas, mas tirou um bom tênis contra Nadal da cartola na final e chega bem confiante para levantar o octa em Melbourne.

Tem uma primeira e terceira rodadas complicadas; Struff deu trabalho e venceu seus jogos na ATP Cup e pega firme na bola além de sacar bem. Daniel Evans, apesar de ter um estilo quese adequa ao jogo do sérvio, também mostra bagagem e vem de boas vitórias neste começo do ano, pode dar um bom trabalho para Nole. O jogo mais duro da sua parte seria contra Stefanos Tsitsipas numa eventual quartas. O grego também é incógnita. Fez semis ano passado derrubando Federer, mas desde então não emplacou mais nada positivo em Slams, só tropeçou e chega com o caminhão de pontos a defender. Mesmo que negue, o jogador pensa nisso na semana.

Tirem suas conclusões. Ao meu ver cada um dos três melhores têm pedras no sapato a retirar para alcançarem as finais.

E Medvedev, o quarto favorito, não terá moleza, pode pegar um Tsonga na terceira rodada, um Wawrinka nas oitavas, Goffin e Rublev pelo caminho, testes bem duros para confirmar que veio para ficar lá em cima.



MaisRecentes

Entrando em outro patamar



Continue Lendo

As probabilidades de Djokovic ser o maior da história



Continue Lendo

Federer digno e louvável. Djokovic super favorito



Continue Lendo