ATP Cup coloca Copa Davis contra a parede, mas precisa de ajustes



Uma semana da nova ATP Cup e o sucesso é garantido, com alguns ajustes a alinhar, mas bem mais favorável que a Copa Davis que tentou se modernizar no fim do ano passado.

A competição jogada em Sydney, Brisbane e Perth só não teve Roger Federer dos top 10 em muito eu diria por conta das seguidas exibições e claro outra prioridade em seu calendário em fim de carreira. Mas certamente o suíço deve estar vendo o sucesso e talvez repense sua ausência caso permaneça no circuito em 2021.

Todos os jogadores estão frescos, ou seja, não temos aquele fim de temporada onde todo mundo está lesionado ou alegando cansaço. Não são jogos longos de cinco sets e a primeira fase tem um dia de descanso. Temos uma pontuação poupuda com 750 para o campeão invicto, 45 pontos por cada vitória em simples na primeira rodada – quem passa invicto na primeira fase faz praticamente uma final de um ATP 250 com três jogos disputados. Além do mais são US$ 15 milhões compartilhados e pontos também para os duplistas.
Fora a emoção de defender o seu país e interagir não só com o capitão, mas também com seu treinador ou outra gama de nomes conhecidos em cada país ou até mesmo de outro. O confronto da Sérvia contra o Canadá e Rússia x Argentina foi recheado de emoções, participação do público com os árbitros precisando conter os ânimos das arquibancadas.

Os pontos negativos seria o critério de escolha dos países. São 24 nações e várias com o número dois muito aquém do nível técnico que o torneio exige. Alguns fizeram até bonito, mas outros como Aleksandre Metreveli, da Geórgia, levou uma bicileta de Roberto Bautista Agut, os atletas número dois do Uruguai só passaram vergonha. Alex Cozbinov, 816 do mundo, até que conseguiu dar calor nos rivais, mas nota-se que é jogador de future. Ótimo para essa turma que joga com os melhores, pega experiência e até soma uns pontos com uma vitória ou outra nos confrontos dos digamos “menos fortes”, mas deveria haver uma seleção maior para minimizar esse problema ou utilizar um critério de que fora dos top 10 os dois tenistas deveriam estar dentro do top 300 , algo do tipo, eliminaria algumas bizarrices. Outro ponto é o público que em vários confrontos não lotou e em alguns esvaziou as arquibancadas. Soube que algumas pessoas ganhavam ingressos dobrados para certos duelos. Mas também pudera, alguns confrontos não mereciam muita gente mesmo.

Durante da semana, Sergyi Stakhovsky jogou tudo no ventilador, disse que Gerard Piqué, aquele que comprou a Copa Davis por US$ 30 milhões, ofereceu a ideia para a ATP Cup que foi negociada, mas não aprovada pelos atletas pois o jogador de futebol queria impôr uma data inadequada (até a semana do Natal foi sugerida!) . A ITF comprou a ideia, fez uma reformulação que gerou algumas dúvidas na votação (segundo Stakhovsky) e daí deu-se o rompimento com a ATP que fez e fez bem melhor.

Agora fica aquela questão que muitos já levantaram e clamam. A união das duas competições. A tendência é que após o que estamos vendo essa semana a Davis definhe. Não faz mais sentido.

Curtinhas: 

A ATP Cup está servindo muito para Daniil Medvedev que vai subir ao top 4 e escapar de Nadal e Djokovic até a semi do Australian Open. E servindo para acabar com Alexander Zverev que perdeu todos os jogos cometendo 31 duplas-faltas. Passando vergonha e jogando muito aquém de suas capacidades. É bom lembrar, o alemão passou o fim de novembro ganhando grana em exibições com Federer, isso impacta no descanso, pré-temporada e etc.



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