Nadal põe fogo na briga pelo maior de todos



Uma década atrás buscando seu primeiro título no US Open e único Slam que faltava. Quem diria que em 2019, Rafael Nadal fechasse o ciclo como o maior campeão do torneio que antes tinha mais dificuldades. Ele venceu pela quarta vez neste domingo, ficou a uma conquista de Roger Federer em Nova York e como o maior campeão de todos sendo 20 do suíço e 19 dele.

Por mais que mostre humildade e diga que o tênis não são somente os Slams, Nadal tem a obsessão por esse recorde assim como Novak Djokovic que tem 16. E o espanhol foi o mais regular em Majors na temporada. Pela primeira desde 2008 atingiu as quatro semifinais conquistando dois títulos (Roland Garros) e sendo vice no Australian Open. Djokovic fechou 2019 com iguais duas conquistas. Federer perdeu sua gordurinha, passou em branco na temporada e o reinado estará muito ameaçado pelo espanhol em 2020 o que sem dúvida desde já vai reanimar a discussão sobre o maior de todos os tempos. Detalhe interessante. A ATP coloca uma briga pelos grandes títulos no tênis masculino que são Slams, Masters 1000 e os ATP Finals. Federer, Nadal e Djokovic empatam com 54 conquistas. Nadal tem 19 Majors e35 Masters. Federer tem 20 Slams, 28 Masters e 6 Finals. Djokovic segue com 16 Slams, 33 Masters e 5 finals.

Nadal tem a seu favor o torneio de Roland Garros, que é quase uma barbada. Pesa contra sempre a parte física, principalmente o joelho. Enquanto isso, Djokovic, que pintava até para vencer os quatro Majors no ano, apresentou mais um problema no ombro e mostra que ninguém está totalmente imune ao sacrificante calendário da ATP.

Bom salientar que o último fora do Big 3 a vencer um Slam foi Stan Wawrinka em Nova York em 2016 o que é um indício que mesmo que a média fique mais baixa os cavalinhos dos Majors vão se movimentar. Federer ganhou o Australian Open de 2017 e 2018 mais Wimbledon em 2017. Djokovic faturou Wimbledon em 2018 e 2019, Austrália em 2019 e US Open de 2018.Nadal venceu Roland Garros em 2017, 2018 e 2019, US Open de 2017 e 2019.

Temos que dar um crédito enorme a Daniil Medvedev. Nadal não teve uma das mais emotivas celebrações por acaso. Saiu 2 sets e quebra abaixo e levou Nadal ao quinto set e ao limite com batalha física de 4h51min jogando com muita coragem. Tendência que chegue muito forte não só para a reta final da temporada, mas para 2020. Ele não só fez essa partidaça contra Nadal numa primeira final de Slam, mas na série no verão americano ganhou de Djokovic e fez final em todos os torneios, vencendo Cincinnati.

E a disputa pelo número 1 segue favorável a Nadal no fim de ano. Sem nada a defender e confiante ele depende basicamente de seu físico. São pouco mais de 600 pontos atrás de Djokovic e o sérvio com 2600 pontos a descartar terá que ser brilhante e torcer para que o espanhol chegue capenga.

E Serena Williams criou a síndrome de Margaret Court. Mais um vice de Slam e uma atuação abaixo do esperado. Sim recuperou um segundo set, mas não jogou o seu melhor e a jovem Bianca Andreescu vem crescendo muito rápido e fazendo história.  Serena estacionou nos 23 Slams e claramente vem sofrendo um bloqueio mental nas finais de Majors.



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