Até onde pode ir Federer em Paris ?



A principal notícia,pelo menos nesse começo, de Roland Garros é a volta de Roger Federer após quatro anos. E o primeiro teste foi bom, contra um italiano com alguns bons desempenhos no piso de saibro.
O suíço se considera um outsider, ou seja, correndo por fora na briga pelo título. Ao passo que nunca se pode descartar suas capacidades, as chances ficam por aí pelo vigor físico que a superfície exige ainda mais em jogos de cinco sets. Federer tem plenas condições de chegar no mínimo nas oitavas de final com certo perigo na terceira rodada diante do competente italiano Matteo Berretini que bateu Alexander Zverev em Roma e conquistou título em Budapeste, um ATP 250. Diego Schwartzman é o nome mais perigoso para a quarta rodada,mas igual o baixinho que precisou de cinco sets na estreia neste domingo, pode ter o sempre perigoso Philipp Kohlschreiber.
Nas quartas de final a probabilidade de pegar o grego Stefanos Tsitsipas é alta. Campeão de Estoril, vice em Madri e semi em Roma, Stefanos é super favorito em chave com Stan Wawrinka/Marin Cilic/Christian Garin. E sendo assim, o grego entraria com favoritismo para cima de Roger.
E na semi viria Rafael Nadal. O espanhol tem um caminho agradável em tese. David Goffin na terceira rodada não parece tão perigoso, não vem com bom ritmo, sem confiança, nas oitavas Guido Pella inspira certo perigo, lhe deu trabalho em MonteCarlo, mas como opróprio afirmou naquela ocasião seu ritmo estava abaixo . As condições de Paris não dão muitas possibilidades para que Kei Nishikori, se chegar, possa causar danos. Daniil Medvedev também não vem assim tão confiante como começou a série no piso.
Do outro lado, Novak Djokovic deve ter atenção a partir das oitavas com Borna Coric. Na terceira rodada contra Gilles Simon nunca é fácil ainda mais com o adversário em casa, mas Simon não vem em sua melhor forma para tirar três sets do sérvio. Fabio Fognini se chegar pode dar dores de cabeça. O problema é ele chegar. Depois do título em Mônaco parece que a farra foi extensa ou a preparação inadequada, lesão e sem manter a boa performance.
Na semi um duelo esperado contra Dominic Thiem. O austríaco teria que torcer contra Fernando Verdasco, potencial rival nas oitavas e que nunca perdeu dele em quatro jogos, ou quebrar esse carma.
Thiago Monteiro passou o quali e garantiu vida ao Brasil em simples. Um adversário difícil como Dusan Lajovic, mas nenhum bicho de sete cabeças. É concentrar no jogo dele e buscar variação pois o problema do cearense é não trabalhar um plano B quando um adversário consistente e tático começa a anular o seu forehand e trabalhar emcimade suas deficiências. Se passar desse compromisso as chances são boas de uma terceira rodada e quiçá até mais uma vez que Alexander Zverev vem cansado e sem confiança mesmo com o título em Genebra.


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