A culpa é de todos. Qual seria o melhor capitão ?



Ganhamos uma sobrevida na Copa Davis com o novo formato. O Brasil deveria estar no Zonal, mas foi promovido para os playoffs por conta das mudanças. Jogamos em casa, com torcida a favor, com um time reserva da Bélgica.
Começamos muito bem o confronto, mas o favoritismo foi caindo por terra a partir da segunda partida onde perdemos seis sets seguidos para tenistas com pior ranking e inferiores tecnicamente aos nossos.
Com a decepção sempre se busca um culpado. Mas foram todos. Alguns jogadores reclamaram das condições. Saibro com altitude coberto. Comum acordo da comissão técnica com os atletas prévio ao confronto, mas é bom que se diga. A escolha é da CBT, ela que avalia as melhores propostas em questões financeiras e logísticas aliadas à técnica. A Federação Mineira deu o melhor respaldo. Então não deixa de ter política no meio. Diante também da situação financeira da perda de patrocínio dos Correios (injetava R$ 1 milhão por ano) ficaria difícil uma escolha que não pesasse por esse lado na sede.
 As condições não favoreceram, mas os atletas também não jogaram o seu melhor apesar é claro de derem o seu melhor. Marcelo Melo chegou sem ritmo, mas nos treinos se dizia bem e se colocou à disposição para jogar. Marcelo Demoliner poderia ser outra opção. Rogério Dutra Silva que começou o ano com título de challenger, não se encontrou e Monteiro, que foi muito bem na sexta-feira, errou demais na partida decisiva e mais uma vez mostrou ainda não ser um jogador de Copa Davis. Falhou quando era muito favorito na Rep. Dominicana em jogo decisivo, começou bem, mas falhou quando tinha certo favoritismo contra a Colômbia no dia decisivo. Ainda não se acostumou a carregar o peso que a competição coloca. Copa Davis é diferente.
Com desgaste de convocações passadas que deixou alguns problemas com alguns atletas, João Zwetsch pediu o boné e se desligou da equipe após um ciclo de quase uma década.
E agora ? E o futuro ? Qual seria o melhor nome para capitão ? Alguns nomes surgem no ar. André Sá seria um forte. Conciliador, com bom relacionamento com todos, acabou de sair do circuito, trabalhou com Thomaz Bellucci, membro da ITF. Jaime Oncins é outro grande nome, mas é preciso saber se conseguiria conciliar com seu trabalho nos Estados Unidos onde trabalha com equipe de uma universidade. Está com sua vida por lá. Marcos Daniel é um grande líder e outra boa opção. Trabalhador.
Fato é que o tênis brasileiro ainda não saiu da crise e está longe disso. Começamos 2019 com um alento de dois títulos de challenger e alguns finais de future, mas seguimos sem top 100, seguimos praticamente sem torneios, com pouco investimento, teremos a CBT agora mais enfraquecida financeiramente.


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