O legado Andy Murray



Os problemas no quadril novamente puseram fim a mais um grande nome do tênis. Problemas parecidos que derrubaram a carreira de Gustavo Kuerten, Magnus Norman, entre outros, fazem com que Andy Murray não consiga voltar ao bom nível e por isso ele anunciou, totalmente emocionado em uma coletiva de 13 minutos, sua retirada que pode até acontecer no Aberto da Austrália.
Murray é o primeiro Big 4 a anunciar sua aposentadoria. Único bicampeão Olímpico, ex-número 1 do mundo , vencedor de três Grand Slams, primeiro britânico a vencer Wimbledon em quase 80 anos. 45 títulos. Fora esse currículo, Murray deixa um legado no tênis. Lutou a favor das causas feministas, trabalhou com Amelie Mauresmo como técnica feito inovador para o esporte.
Lutou também não só pela igualdade de premiação nos gêneros, mas o aumento de premiação dos Majors na década passada ameaçando boicote. Fora essas causas Murray se mostrou, sobretudo nos últimos anos, um humor peculiar com tiradas sarcásticas e fantásticas nas redes sociais. Fez piada de si e dos colegas no circuito. Nick Kyrgios era um alvo constante.
A despedida de Murray é o início do fim do ciclo do Big 4. Difícil imaginar que Roger Federer e Rafael Nadal possam seguir jogando além de 2020 o suíço até ponderando, em uma entrevista, encerrar a carreira em 2019 e o espanhol com constantes lesões. Novak Djokovic parece ter uma longevidade um pouco maior, mas a sobrecarga de jogos, idade e as retiradas de seus principais rivais podem lhe tirar motivação.
Murray irá em paz e com dever cumprido. É um dos ícones do esporte.


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