Zverev tem tudo, mas ainda falta muito. Estranho, não ? 



Não podemos dizer que foi um torneio espetacular pois houve um deslize pelo caminho, mas a recuperação foi fenomenal e Alexander Zverev conquistou de forma incrível o ATP World Finals, seu maior torneio, derrotando nada mais nada menos que Roger Federer e o quase imbatível Novak Djokovic (no segundo semestre).
É uma tarefa para poucos e um desfecho que ninguém poderia imaginar principalmente após a acachapante derrota para o sérvio na primeira rodada. Peculiaridades que só um torneio com grupos como o Finals pode dar no esporte que é eliminatório.
Zverev já mostrou por A + B que tem todos os golpes e é um jogador completo na parte técnica e mental. É arrojado, destemido e o principal, é um batalhador. Vai em busca do melhor time e tem o foco correto para corrigir seus defeitos e evoluir.
O que lhe falta para estar um passo adiante e sair do grupo de fora do top 3 é o físico, pauta que sempre aparece quando se começa um Grand Slam. Aqueles jejuns dele nunca passar da quarta rodada de um Major que este ano virou quartas de final após a campanha em Roland Garros. Que diga-se de passagem, em Paris ele chegou, mas capengando contra Dominic Thiem.
Para se chegar ao topo é preciso ir bem nos Majors, é preciso levantar um Grand Slam, ou dois, chegar em finais, semis, ser regular. É o que fazem e fizeram na última década Djokovic, Federer, Rafael Nadal e foi o que levou Andy Murray ao topo.
Zverev ainda é o espelho da nova geração e o líder dessa Next Gen. Que chega forte, com ótimos resultados, com Karen Khachanov vencendo Paris sobre o sérvio, Stefanos Tsitsipas com final de Masters e vitórias expressivas. Mas todos eles e principalmente o alemão precisam aguentar o tranco nos jogos de cinco sets.
Por isso que diria a estranha frase. Zverev tem tudo para ser o futuro número 1, talvez até em 2019, mas ainda falta. E muito. Mas ambição ele tem.


MaisRecentes

Nem sempre se pode ganhar todas



Continue Lendo

Djokovic a caminho de recordes



Continue Lendo

Indomável, Djokovic agora postula ida ao Nº 1. Brasil tem por quem torcer



Continue Lendo