Nem sempre se pode ganhar todas



Três horas de uma batalha sobretudo mental contra Roger Federer, uma semana bem cansativa e uma série de 22 vitórias sendo quatro conquistas consecutivas. Chegou ao fim neste domingo a série que levou Novak Djokovic de volta ao topo do ranking nesta segunda-feira.
Ali em maio/junho ninguém imaginava que o então tenista fora do top 20 poderia dar tamanha arrancada rumo ao topo muito por conta também do baixo nível que vinha apresentando. Nada mais que um click positivo justo em Wimbledon para tudo mudar. Na verdade foi antes, em Queen´s, com uma final perdida nos detalhes para Marin Cilic. A consistência e o tênis completo foram premiados por tamanha subida que pode se tornar um recorde se o sérvio confirmar a liderança ao fim do ano com a disputa a partir do próximo domingo do ATP World Finals.
A derrota na final de Paris por um tropeço. Sim, Karen Khachanov mostrou um grande tênis com potência, bom saque, força mental e uma subida que já vinha sendo desenhada desde a semi em Toronto contra Rafael Nadal, o excelente nível contra o mesmo espanhol no US Open. É um nome que tem tudo para explodir em 2019 junto com essa safra que vem pedindo passagem.
Djokovic estava cansado, era visível sua falta de vibração até mesmo salvando situações complicadas. Nem sempre é possível ganhar todas ainda mais no nível de competitividade que o tênis se mostra hoje em dia.
O sérvio perdeu uma chance de praticamente consolidar o topo do ranking, mas sua situação ainda é de algum conforto. Em primeiro lugar porque Rafael Nadal não está jogando e sequer se sabe se poderá atuar em Londres.
Falando em projeções, o sérvio terá agora que fazer uma final invicto para não depender dos resultados do espanhol, ou fazer uma final com uma derrota e contar com uma derrota do espanhol na fase de grupos. Estes são apenas dois dos vários cenários na disputa. Roger Federer não tem mais chances de terminar 2018 no topo.


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