Djokovic, o mais completo de todos ?



Ganhar todos os nove Masters 1000 sendo o primeiro homem a obter esse feito é enorme.  É preciso vencer em qualquer tipo de piso e situação. É preciso ser completo.
O piso duro e clima seco de Indian Wells por vezes com muito vento, a umidade e calor de Miami, o jogo mais lento de Monte Carlo, mais rápido em Roma, com a altitude de Madri, os dois torneios no Canadá com condições completamente diferentes, Cincinnati com a superfície mais veloz e por último o piso mais veloz do mundo em Xangai, e Paris, duro e coberto e bem no finalzinho da temporada.
Roger Federer não conseguiu dois deles no saibro (Monte Carlo e Roma), bateu na trave chamada Nadal algumas vezes e o próprio espanhol no fim do ano não consegue ter sucesso adequado em Paris e Xangai muito pela velocidade da superfície e por conta do físico. Em Miami também esteve perto várias vezes, mas não conseguiu.
Djokovic não tem aquele domínio que Nadal estabelece principalmente na superfície lenta e tampouco a plastificidade e o talento de Roger Federer, mas é um jogador completo, sólido e extremamente eficiente. Os números tanto em Masters quanto nos Slams me levam a crer nele como o jogador mais completo. Isso não quer dizer ser o melhor, parecem ser sinônimos, mas existem variáveis.
As bolsas de apostas já colocam o sérvio como favorito para o US Open. Se dependesse das atuações ao longo do torneio não diria isso, mas se depender da atuação na final e pela confiança que vem tendo vencido Wimbledon, Nole entra com certo favoritismo ao lado de Rafael Nadal. A atuação de Federer na decisão foi até certo ponto decepcionante, falhando muito nas devoluções e no fundo, e o colocaria no bolo como terceiro na linha do favoritismo.


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