51 vezes Nadal. Uma boa ideia



Quarta conquista no Canadá, agora duas em Toronto e mais duas em Montreal. São 80 canecos na carreira. 33 Masters 1000 na conta, líder absoluto e pelo menos até o fim do ano o maior vencedor. Com os 17 Grand Slams e o Ouro Olímpico de 2008, Nadal chega na conta de 51 títulos de alto peso no circuito. Roger Federer tem 53 nessa conta (27 Masters, 20 Slams, seis ATP Finals) .
Esse 51º título de peso de Nadal é uma boa ideia para ele começar uma temporada no piso duro onde tem um US Open a defender em breve e também ganhar uma boa gordurinha para manter-se no topo e finalizar 2018 na frente pela quinta vez.
A vantagem passará a ser de 3740 pontos. Nadal defende 2180 até o fim do US Open e Federer apenas 360 com 3 mil a disputar nas próximas semanas.
Foi uma boa ideia também pois muito se duvidava da capacidade do espanhol em se adaptar ao relógio em quadra. Logo no primeiro torneio foi lá e faturou.
Uma semana que começou meio titubeante, mas que finaliza com brilho e um jogo chave contra Marin Cilic mostrando todo o poder mental e como a resiliência é importante em um jogo de tênis aliado à inteligência. Mudando o jogo com bolas mais fundas, altas, mais primeiro saque ele conseguiu equilibrar e colocar dúvidas na cabeça de Cilic que tinha o detonado na primeira etapa.
A semana foi o surgimento de mais uma estrela no circuito, alçado de promessa para realidade. Stefanos Tsitsipas, que já tinha feito uma final em Barceloma, bateu quatro top 10 seguidos, entre eles Novak Djokovic, mas não resistiu na final contra Nadal. Salvou match-points contra Alexander Zverev e Kevin Anderson e além de um jogo plástico e completo, comparado até com Gustavo Kuerten, muita personalidade. Até mesmo na mídia para rebater o chororô de Zverev que desqualificou a atuação do grego após sua derrota. Pisou na bola o Zverev, mostrou imaturidade. Ainda é jovem.
Aos poucos a Next Gen vem chegando e incomodando, mas Nadal mostrou que o Big 4 ainda é muito complicado de ser batido.
Brasil campeão mundial
No Beach Tennis o Brasil surpreendeu a todos e faturou o bicampeonato mundial por equipes da ITF em Moscou, na Rússia, derrotando o time considerado imbatível da Itália por 2 a 0 com vitórias de Rafaella Miiller e Joana Cortez na dupla feminina sobre a dupla campeã mundial na Itália, Giulia Gasparri e Federica Bachetta e Thales Santos e Marcus Ferreira superando Luca Carli e Michelle Cappelletti. Uma conquista enorme para o Brasil que não estava com nenhum dos homens no top 10 e com destaque maior apenas para Miiller top 5 do ranking. É bom lembrar que Thales e Marcus estiveram perto da semi do Mundial na Itália e perderam no set decisivo para os campeões.
É a segunda vez que o Brasil conquista o Mundial repetindo 2013. O único país sem ser a Itália a vencer duas vezes. Além de nós a Rússia tem uma conquista.


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