Djokovic está de volta!



O torneio de Queen´s já tinha dado a letra que Novak Djokovic vinha voltando ao seu melhor nível e Wimbledon foi a comprovação. Com um torneio quase que impecável, o sérvio passou muito bem pelas rodadas iniciais com poucos percalços e fez uma daquela que foi das melhores partidas do ano contra Rafael Nadal em emoção, drama e qualidade. Que qualidade. Jogo que não merecia perdedor.
Depois de um ano e meio batendo cabeça com lesão no cotovelo, maus resultados e talvez certa soberba por não escutar Andre Agassi sobre a cirurgia – o americano o aconselhou a fazer mais cedo, mas ele não escutou – e também por dispensar Marian Vajda e manter um guru que pouco fazia para si no time, o sérvio aos poucos reagrupou, recuperou a equipe antiga e achou a paz interior e recuperou o brilho perdido nos olhos para voltar a vencer, a ser o Djokovic que conhecíamos.
O torneio de Wimbledon teve alta qualidade nas rodadas finais, jogos dramáticos, duas semifinais inesquecíveis por mais que não se goste do jogo baseado no saque o poder mental tanto de Isner quanto de Anderson foi algo inacreditável, digno de aplausos.
Roger Federer perdeu no detalhe, mas deixou um jogo que vinha se desenhando totalmente a seu favor em uma derrota dolorida. Difícil dizer se ganharia o torneio caso passasse pelas quartas. Pelo que Djokovic e Nadal vinham jogando talvez não. É preciso reconhecer, o nível do suíço desde o Austalian Open sofreu uma baixa vide derrotas na final de Indian Wells, Miami, Halle e agora. Difícil imaginar que aos 36 anos fosse manter aquela forma de 2017. Agora Nadal vai disparar no ranking até a disputa do US Open.
E a nova geração hein ? Semifinalistas todos acima dos 30 anos e o Big Four prevalecendo de novo. Tá difícil dessa garotada dar o passo adiante. Alexander Zverev novamente deu aquela decepcionada em Slams, Borna Coric que parecia que vingaria, tomou primeira rodada e Nick Kyrgios ficou pelo caminho diante de Kei Nishikori.
Jogos de 5 sets longos ? Se por um lado Kevin Anderson reclama muito, tem suas razões, por outro, na minha visão, por conta desses jogos que os jogos dele e de Isner por exemplo se tornaram mais interessantes para o grande público. O tie-break corta muito a graça e dramaticidade. A Copa Davis perdeu muito com o advento do tie-break no 5º set e o US Open tem um grande número de jogos com coadjuvantes do circuito que poderiam ser bem mais atraentes se não tivesse o tie-break. Sim é complicado para o jogador que faz parte dessas batalhas, mas ao mesmo tempo os Slams pagam muito bem para isso e a cada temporada vem aumentando sua premiação.


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