Nadal de outro planeta. O Adeus da Rainha Maria Esther Bueno



Quando se esperava uma final equilibrada, decidida até em cinco sets, Rafael Nadal foi lá e matou o jogo em três sets . Não foi um grande atropelo. Quem olha o placar, mas não assistiu a partida pensa que sim, mas na realidade não foi. Só que Nadal foi cirúrgico mais uma vez. Sabia do perigo e que o rival acabara de lhe bater em Madri, na sua casa. Não queria dar margens, começou intenso, agressivo, viu Thiem equilibrar o set, mas o austríaco cometeu um erro capital, jogar bem mal o game do 4/5. A partir daí com quebra abaixo contra o monstro do saibro e de Roland Garros as coisas foram ficando cada vez mais difíceis e Nadal sobrou no terceiro mesmo, mesmo com uma estranha cãibra no meio da parcial, foi lá, manteve a agressividade, intensidade e venceu, sem se assustar.
Cada Roland Garros e torneio no saibro que passa Nadal se torna mais incrível. 451 jogos, 415 vitórias, 36 derrotas, 57 títulos, só duas derrotas em mais de 100 jogos melhor de cinco sets, 88 partidas em Paris, 86 vitórias, só Robin Soderling em 2009 e Novak Djokovic em 2015 foram capazes de derrotá-lo. Difícil encontrar adjetivos, Rafael Nadal é um fenômeno.
Dos últimos seis Grand Slams todos eles foram vencidos ou por Roger Federer ou por Rafael Nadal. O suíço ganhou Austrália e Wimbledon em 2017, Nadal Roland Garros e US Open e em 2018 deu Federer na Austrália e Rafa em Paris. Os vovôs bombam no circuito ou seria o que Marat Safin disse ao diário AS neste final de semana ? “O circuito está medíocre”.
Entre as mulheres, Simona Halep quebrou a barreira, virou jogo que parecia perdido contra Sloane Stephens e levantou finalmente seu primeiro Slam para afastar qualquer contestação de sua liderança do ranking. Dois Slams e duas novas campeãs com o título de Caroline Wozniacki em Melbourne. Em Wimbledon teríamos alguma novidade ?
Maria Esther Bueno se foi. A estrela que brilhou nas quadras mundo afora ganhando 19 títulos de Grand Slams vai brilhar no céu . Maior nome do tênis brasileiro, com pouca mídia parte por sua personalidade, mais tímida, humilde, parte também pela época em que jogou. Abriu muitas portas para o tênis brasileiro, ditou moda para o tênis mundial com suas saias revolucionárias para a época, era Membro de Honra e com acesso ao camarote de Wimbledon, um dos grandes nomes do torneio que é o mais tradicional do esporte. Até mais reconhecida lá fora do que aqui, talvez um pouco por ser avessa a dar entrevistas, mas muito por nossa memória pobre com nossos grandes nomes no esporte e o foco no futebol. Vai deixar saudades.


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