O maior feito da carreira e a tacada de mestre de Federer 



Se conquistar um Grand Slam, totalizando três em um espaço de um ano, já eram feitos incríveis para a carreira de Roger Federer, ascender ao topo do ranking é o maior feito de sua carreira e talvez o maior ou um dos maiores feitos do esporte.
Ser número 1 do mundo demanda jogar não só um, dois ou três torneios bem durante 52 semanas, mas sim uma temporada inteira. Ter físico para fazer isso aos 36 anos e 6 meses, se tornando o mais velho da história, só reforçam o quão importante e significativo foi esta sexta-feira, dia 16 de fevereiro.
Federer jogou 18, o limite mínimo no circuito, ganhou sete, tem uma final, uma semi e outra semi que ainda pode virar um resultado ainda maior. Como bem disse Bruno Soares em coletiva de imprensa durante o Rio Open, não foi líder em 2017 basicamente porque não quis, porque perdeu uma chance aqui em Montreal, outra ali no ATP World Finals (se avançasse mais teria sido líder com o troféu na Austrália) e não jogou nenhum torneio no saibro.
Desta vez Roger deu uma tacada de mestre. Quando tudo indicava que Dubai seria o destino e que ainda poderia depender do desempenho de Rafael Nadal em Acapulco, deu o pulo do gato jogando Roterdã e ainda teve uma chave que se apresentou mais favorável diante de queda de nomes como Stan Wawrinka. Só dependia de si, confirmou, e se emocionou com o feito.
Não importa se essa chegada ao topo possa durar apenas uma, duas semanas ou um mês – se for campeão na Holanda garante a ponta até meados de março -, o símbolo desta conquista é muito maior. É de um gênio do esporte que segue encantando e batendo recordes. E Roger vai seguindo a maré favorável e quebrando marcas. Ele pode dizer que não, mas se tudo seguir de forma positiva, igualar a marca de Pete Sampras com seis anos terminados na frente pode se ornar uma meta. O buraco é mais embaixo, há muito o que defender, mas Nadal também tem. Não custa sonhar.
Curtinhas:
Andre Agassi com 33 anos e 4 meses era o maior líder antes de Federer. Roger tem o maior gap da primeira até a última semana no topo, fevereiro de 2004 até fevereiro 2018, 14 anos. Tem tenistas que não conseguem ficar 14 anos no profissional, muitos por sinal. A última vez que havia estado no topo foi em 2012, quase seis temporadas.


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