A melhor versão do ‘menino’ Roger Federer



Roger Federer aos 36 anos ainda é um menino. Não importa que tenha agora 20 Grand Slams no currículo ele é capaz de subir no palco para receber mais uma conquista e cair nas lágrimas depois de um 2017 tão vitorioso. E declarar o quão nervoso ficou nos dias anteriores e especialmente nas horas que antecederam a final contra Marin Cilic.
O que vemos hoje é um Federer livre, leve e solto dentro e fora de quadra. Já passou por todos os seus objetivos em número de conquistas, recordes, em títulos para seus filhos. Ele joga por prazer. É capaz de se emocionar e emocionar a todos, até mesmo quem é fã de seus maiores rivais.
A versão de Federer atual é a melhor de todas e é por isso que ele é e será eterno não importa o dia que desejar parar. Seja daqui a pouco, seja daqui há vários anos. Que essa segunda opção prevaleça. Cada dia mais dá gosto de vê-lo em quadra. É e será eterno.
A conquista coloca Federer com 20 Slams, primeiro homem a atingir tal marca, quarto na história – Margaret Court (24), Serena Williams (23), Steffi Graf (22). Até onde ele pode chegar ? Nem ele sabe. Roger vai seguindo a maré e jogando por puro prazer. Já são seis conquistas na Austrália, recorde igualado de Novak Djokovic e Roy Emerson. Ele já tem oito conquistas como maior vencedor de Wimbledon.
Número 1 e a chance real – Serão 155 pontos nesta segunda atrás de Rafael Nadal. Mais uma chance do suíço atingir um outro objetivo, voltar ao topo. A chance é bem real e se concentra em uma semana, fim de fevereiro em Dubai/Acapulco. Roger não está inscrito em Dubai, torneio que costuma jogar. Nadal precisa fazer semi para se manter no topo, caso contrário Roger pega o Nº 1. Teria um gostinho bem melhor se o suíço for a Dubai e ainda mais ganhando o torneio onde não dependeria do desempenho do espanhol. Se Roger fizer final por lá precisa torcer para Rafa não levar o caneco no México. Se ficar na semi precisa torce para Rafa não fazer final.
Caso escape essa oportunidade pode ficar mais difícil nas semanas seguintes onde defende dois mil dos títulos de Indian Wells e Miami, torneios na sequência e com alto grau de dificuldade.


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