Quanto Nadal está disposto a arriscar por Londres ?



A desistência de Paris abre o leque de dúvidas que paira sobre Rafael Nadal. Desistiria ele pela terceira vez do torneio com os oito melhores do ano ? Os médicos descartaram algo mais grave de início e em princípio há um sinal verde para que jogue, mas as declarações do tenista pós-desistência de que o foco é a carreira ainda deixam os questionamentos no ar.
O ATP Finals é o maior torneio que Rafa nunca conquistou e as grandes ausências na temporada ampliam suas possibilidades junto com as de Roger Federer que diante das notícias entra como franco favorito para a conquista.
A campanha em Paris fará com que Nadal, caso não jogue Londres, possa ter uma vantagem muito pequena a frente no ranking, mas que poderia dar a ponta para Federer apenas se repetisse o sucesso no Australian Open e contasse com uma má campanha do espanhol neste mesmo evento.
Resta saber o quanto Nadal quer ganhar Londres e o quanto de dor está sentindo. Sem dúvida que tanto para ele como para Federer um Grand Slam vale muito mais.
Com as ausências de Novak Djokovic, Andy Murray, Stan Wawrinka e Kei Nishikori, as duas últimas vagas do ATP World Finals ficaram para Paris, mas parecia que ninguém a queria. Eram dez pretendentes ativos no torneio e o segundo com pior probabilidade conseguiu: Jack Sock. Apenas o 23º no ranking da Corrida da temporada na semana anterior. Todos foram caindo, inclusive David Goffin que acabou beneficiado por outras derrotas e conseguiu a penúltima vaga horas após sua eliminação.
Pablo Carreño, eliminado na estreia e que precisava de duas vitórias foi vendo suas chances aumentarem dia pós dia com as sucessivas frustrações dos concorrentes, mas seu vodoo falhou no final e terá que se contentar por ser o primeiro reserva.
De fato, para um piso duro e coberto Sock é um nome que promete dar mais trabalho que ele. Pena por Juan Martin Del Potro que vinha numa crescente, mas parou no jogo sempre complicado de John Isner.
Sock se torna o primeiro americano campeão de Masters 1000 desde Andy Roddick em Miami em 2010, sete anos e meio. E a América do Sul completa 10 anos sem um título desta magnitude. David Nalbandian ganhou Paris em 2007. Por incrível que pareça, Delpo não levou nenhum destes.
Marcelo Melo conquistou seu sexto título numa temporada que parecia desastrosa nos três primeiros meses e ganhou uma reviravolta em Indian Wells. Foram três conquistas de Masters 1000, a conquista de Wimbledon mais um ATP 500 e um ATP 250 e outras duas finais de Masters. Bastam duas vitórias na fase de grupos para garantir o título do ano diante dos fortes Henri Kontinen/John Peers, campeões do Finals ano passado de forma invicta e do Australian Open em 2017.
Para Melo o ATP World Finals é a grande meta, um título inédito. Meta esta também para Bruno Soares/Jamie Murray, campeões de 2016 e que fizeram um ano bom, mas bem aquém do potencial deles.
Melo assumirá o novo número 1 empatado com Lukasz Kubot. Algo incomum a confusão da própria ATP. Troquei emails com Greg Sharko, renomado estatístico da entidade, que inicialmente me confirmou Kubot no topo, mas depois retificou para Melo na frente com mesmo número de pontos e um torneio a menos jogado.


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