Quem é o melhor do ano ? Federer ou Nadal ?



 

O clímax e o anti-clímax menos de duas horas depois. O mundo do tênis ficou eufórico com mais um título de Roger Federer e a briga pelo número 1 esquentando entre o suíço e Rafael Nadal, mas o natural da Basileia desistiu de Paris e jogou um balde de água fria no que parecia ser um fim de ano apimentado.
Agora, Rafa só precisa de uma vitória, seja na estreia em Paris contra Hyeon Chung ou Mischa Zverev, ou no ATP World Finals. Com seu nível apresentado ao longo do ano difícil imaginar que perder seus pelo menos quatro jogos que fará até o fim do ano. Ou seja, o campeão de 2017 é Rafa Nadal.
Mas será que Nadal foi o melhor tenista do ano ?
É um ponto a se discutir pois se numericamente Nadal é melhor e o ranking não mente, em termos de aproveitamento, ou seja, qualidade, Federer leva a melhor.  Numericamente e pelo ranking, Nadal é superior,  tem mais pontos e a tabela da Rafa jogou 16 eventos, ganhou seis e fez outras quatro decisões. Federer jogou onze, ganhou sete, foi vice apenas em um e tem apenas quatro derrotas contra dez do espanhol. Federer tem aproveitamento superior aos 92% no ano.
Em Grand Slams, Nadal tem ligeira vantagem com dois títulos e uma final. Em  Masters 1000 o suíço tem uma conquista a mais, 3 a 2 e na pior das hipóteses ambos terminam empatados.
Voltando ao lado qualidade, são quatro confrontos diretos entre eles e só vitórias do suíço, só que todos os duelos em quadras rápidas. É um pouco surpreendente essa sequência, mas na tese um ou outro joguinho desses no saibro poderia mudar bastante a dinâmica.
A pergunta acima deixa em cada torcedor, principalmente no de Federer que sonhava vê-lo número 1 ao dim de 2017, o gostinho de que o suíço possa ter sido o campeão moral do ano. Mas a verdade é que no estágio onde ambos se encontram quem ganhou foi o tênis.
E o tênis ganha muito mais ao saber que Roger assinou por mais três anos para jogar na Basileia. Fazendo um calendário de 12 torneios por temporada como foi 2017 é plausível que ele possa jogar até os 39, talvez não com tanta eficiência e qualidade como foi este.
Curtinhas:
Wozniacki encerra carma diante de Venus Williams e leva o WTA Finals pela primeira vez. Um ano eu diria tumultado na WTA com muitas trocas e ninguém efetivamente pegando o bastão de líder do ranking. Foram quatro campeãs de Majors diferentes, uma campeã diferente do Finals e uma primeira colocada que não conquistou nenhum destes eventos, apenas fez uma final de Slam. Halep lutou, batalhou, conquistou a ponta depois de quatro, cinco chances diretas na temporada, mas fica aquela sensação que ninguém de fato jogou um tênis para tal e sim tiveram momentos.
Não é justo o WTA Finals presentear com 125 pontos uma perdedora de partida no torneio assim como deveria-se valorizar um pouco mais na diferença de pontos quem ganha um Slam de quem é vice. Essa maluquice só dá mais possibilidade das líderes sem-Slam que foram muito comuns nos últimos anos e voltaram com força no meio pro fim de 2017.


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