O enorme coração de Del Potro



 

I
mpossível não se emocionar com Juan Martin Del Potro. Não reconhecer sua luta, sua dedicação, sua entrega e claro, seu bonito tênis.
Tantos problemas, lesões, cirurgias, idas e vindas, mais problemas físicos este ano que por várias vezes poderiam er colado um fim precoce a sua carreira, mas não, ele segue resistindo, com amor ao esporte e muito coração segue emocionando não só a si, mas o mundo do tênis.
Em um jogo importante entrando com febre, resfriado, levando 6/1 6/2 e se arrastando em quadra contra um jogador do quilate de Dominic Thiem, oitavo do mundo esteve a ponto de se entregar, mas disse não, resistiu e pouco a pouco foi e sentindo melhor, pegando energia da torcida, equilibrou as ações e ainda viu o rival sacar pro jogo. Para aumentar o drama teve dois match-points abaixo sacando, mas com maestria salvou com dois aces e conseguiu uma virada memorável.
Del Potro serve de exemplo de que luta e dedicação, amor ao esporte trazem resultados e momentos gloriosos como este, são inspiradores a novas gerações. Que muitos juvenis e jovens tenistas brasileiros tenham acompanhado a partida de ontem.
Aliás, a maioria dos argentinos tem muita dedicação e um coração enorme e isso explica parte do sucesso deles no circuito. Basta pegar o exemplo de Diego Schwartzman com 1,70m (é o que diz na ATP pois parece menos) e um estereótipo complicado para os dias atuais no tênis usando sua constância, luta e evolução para trazer belos resultados como as quartas do US Open onde tem boas chances de lutar pela semi. E ele com todas as limitações de outrora será um top 30. Há poucos anos estava jogando challengers no Brasil.


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