O verdadeiro Dia Mundial do Tênis



A segunda-feira louca de Wimbledon, chamado Manic Monday, é o verdadeiro Dia Mundial do Tênis. Sim por mais que não tenhamos ações pelo mundo, temos todos ou a maioria dos melhores do mundo, com raras exceções, jogando, alguns deles ao mesmo tempo.

Enquanto Rafael Nadal disputava uma batalha dramática na quadra 1, Roger Federer fazia barba, cabelo e bigode na Central contra Grigor Dimitrov em um jogo que se esperava muito mais do búlgaro. Logo antes e junto com o início de Nadal, Andy Murray sofria com a variação de Benoit Paire e passava com alguns sustos. E em quadras secundárias Milos Raonic batia Alexander Zverev em cinco sets, Sam Querrey ganhava em cinco de Kevin Anderson.
O que dizer doo jogão Angelique Kerber e Garbiñe Muguruza que vai decretar a saída da alemã do topo do ranking – não estava merecendo muito esta posição na temporada – ou do Simona Halep e Victoria Azarenka. Não faltou emoção para as duplas com Marcelo Melo virando no quinto set e Marcelo Demoliner tendo que adiar seu jogo apertado em uma quadra lotada com torcida contra e Bia Maia fazendo mais um jogo duro contra experientes favoritas.
O único que ficou de fora, ou melhor só não entrou em quadra pois deve ter gritado bastante no vestiário, foi Novak Djokovic – sua mulher pelo menos reclamou nas redes sociais.
Difícil escolher um canal ou stream para ficar somente.
E odia foi para ficar para a história numa daquelas tradicionais batalhas que Wimbledon costuma reservar. Rafael Nadal falhou em seu serviço nos dois primeiros sets, foi aos 23 aces no jogo e igualou um jogo duríssimo contra o competente jogador de grama Gilles Muller, salvou quatro match-points, mas perdeu cinco chances de quebra capitais, pelo menos duas delas com trocas de bola favoráveis ou a ansiedade e escolhas erradas pesaram. Frieza e experiência incríveis do canhoto de 34 anos e um baque para o espanhol que vinha fazendo um Wimbledon excelente e tinha tudo para alcançar as finais. Tinha.
Basta uma vitória de Murray sobre Sam Querrey nas quartas ou a derrota de Novak Djokovic até a final para que o escocês mantenha o topo. Não será fácil o escocês enfrentar o saque e a confiança de Sam, o que pode ser favorável é o cansaço do rival que vem de batalhas de cinco sets ao longo do torneio. Vai minando o físico.
E Federer é favorito contra Milos Raonic que vem em jogos mais longos e aos trancos e barrancos no torneio, mas o saque pode lhe manter vivo para poder aprontar igual ano passado.
E agora Halep ? A um jogo do topo que pode vir nesta terça, mas contra a encardida Johanna Konta que a derrotou nos dois jogos que já fizeram. Nas duas oportunidades que teve, Simona deixou escapar em Roland Garros e Eastbourne este ano.
O feminino segue bem aberto e a Jelena Ostapenko distribuindo winners e super confiante em um jogo que promete uma pancadaria daquelas contra Venus.


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