Rep. Tcheca seria o melhor rival do Brasil na Copa Davis



Esta terça-feira é bem aguardada pelo torcedor brasileiro, é o dia da definição de nosso rival nos playoffs para o Grupo Mundial da Copa Davis onde tentaremos retornar após ausências em 2016 e 2017.

Das oito possibilidades são quatro em casa, três fora e uma por sorteio. Em casa teríamos República Tcheca, Alemanha, Argentina ou Suíça e fora contra Rússia, Canadá ou Croácia. Diante do Japão aí pode cair para qualquer sede uma vez que nunca jogamos diante dos asiáticos.

No meu ponto de vista contra os tchecos aqui seria a melhor opção. Tomas Berdych se esgotou do formato da competição, praticamente não vem jogando assim como Radek Stepanek. Difícil vê-los por aqui. Muito difícil. Sobraria Adam Pavlasek, Jiri Vesely, Lukas Rosol, Jan Satral, todos eles muito ganháveis em um saibro pesado ou até de meia-velocidade.

Pelos mesmos motivos a Suíça poderia ser um bom adversário, mas nunca se sabe, vai que Roger Federer tenta fazer uma graça querendo resgatar seu time ou mesmo Stan Wawrinka. Os dois têm se ausentado com frequência e o time suíço vira uma equipe nível 2ª ou até 3ª divisão sem nenhum deles. Fora também que logo após a semana da Davis teremos a Laver Cup com Federer e Berdych presentes, na República Tcheca.

Alemanha seria o pior dos adversários em casa. Alexander Zverev já mostrou ser um talento diferenciado e Philipp Kohlschreiber joga bem em todos os pisos. Além do mais a dupla deles é forte com várias opções. A Argentina no me gusta mucho. Com Del Potro complica ainda mais e é uma tendência ele participar. Sem o argentino, bem, melhora, mas os argentinos tem um time homogêneo, com um pouco menos qualidade que os alemães, mas sabem muito bem jogar aqui, ganham títulos com frequência em território nacional.

Fora de casa Canadá com Milos Raonic um piso duro coberto, rapidíssimo é sempre a pior pedida, diante da Croácia também uma vez que Marin Cilic deve marcar presença. Diante dos russos seria o cenário menos pior, são jovens talentos subindo, ninguém de outro mundo e ganháveis no piso duro e coberto no lugar mais frio possível. Confronto difícil, mas acessível. Contra os japoneses a pedida seria boa para jogar em casa, poderíamos ver um Taro Daniel mais uma vez por aqui, Kei Nishikori, quem sabe, também já tivemos vitória do Thomaz Bellucci contra ele. Fora também não é dos piores.

Mudanças na Copa Davis – A ITF fará reuniões em agosto para discutir possível encurtamento para três sets e menos dias no final de semana. Não vai resolver os problemas dos desgastes de viagem, mudança de piso diante do calendário, só vai sucatear mais ainda a competição que vem sendo deixada de lado. começaram já pelo encurtamento do 5º set, finalizando no tie-break, era a graça da competição, perdeu o charme.

Sou cada vez mais adepto da Copa Davis anual ou a cada dois anos, com uns 10 dias ou 14 dias de duração em grupos ou eliminatório em um ou dois países. Será o momento das nações e não confrontos espalhados em datas ruins no calendário com os tops deixando de lado.



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