Federer pode sonhar com o Nº 1



 

Três torneios, dois títulos, os dois maiores do ano, três mil pontos na temporada contra pouco mais de 1,6 mil de Rafael Nadal e 1,4 mil de Stan Wawrinka. Andy Murray e Novak Djokovic não jogam Miami e vão começar a temporada de saibro fora do top 8. O escocês é o décimo com 840 e Nole o 18º com míseros 475. Míseros pelo que ele proporcionou de bom desempenho nos últimos seis anos e também na última década.
A situação mostra que Federer pode sim sonhar terminar o ano no topo ou então ao menos atingir a primeira posição no segundo semestre. Ele foi aos 4,3 mil pontos diante de 12005 de Murray e 8,9 mil de Djokovic. O sérvio vai iniciar o saibro com menos de 8 mil e 3.700 a defender até Wimbledon enquanto que o escocês terá 5.700 a descartar até o fim de Wimbledon. Enquanto isso, na crista da onda, surfando talvez a melhor fase de sua carreira aos 35 anos, Federer terá 1,2 mil a descontar.
Para chegar ao topo até o fim do Grand Slam britânico, em um cálculo aproximado, Roger teria que vencer por lá e fazer algo bem bom em Roland Garros, uma final ou semi e beliscar mais um ou dois Masters e contar que a fase ruim de Djokovic e Murray continue.
O retorno de Roger é impressionante e cativante ao mundo do tênis e qualquer um, até menos aquele que por uma rivalidade ou outra não goste ou não gostasse dele. Mas ainda é utópico prever que ele possa fazer tamanho estrago assim no saibro . Ele já acenou que não quer jogar tantos eventos assim na superfície, não colocou um prévio a Roland Garros no calendário, vai definir somente após o Masters da Flórida. Mas é de pensar que possa jogar pelo menos Roma ou Madri.
Sendo assim a chance maior e ao meu ver mais clara após esse torneio de Indian Wells fica para a série de verão americano e o US Open, mas novamente ganhar Wimbledon seria crucial.
Se após ganhar a Austrália, o que já foi incrível, assumir o número 1 não passava pela cabeça nem do mais otimista torcedor, agora já é um sonho mais plausível. O cenário passa a ser favorável mesmo que o saibro não seja produtivo.
E convenhamos, Federer está voando em quadra. Nadal, Wawrinka e outros sentiram o poder.
Curtinhas:
Djokovic saiu de Miami junto com Murray ambos com lesão no cotovelo direito e Thiago Monteiro ganhou a vaga. Wawrinka será o cabeça 1 com Raonic ou Nishikori de cabeça 2 uma vez que o canadense ainda é dúvida (não jogou Indian Wells por lesão). Roger Federer será o terceiro ou quarto favorito e Nadal o quarto ou o quinto. Essa composição é importante paraa chave que será sorteada amanhça.
João Souza e Rogerinho estreiam no quali contra Benjamin Becker e Lukas Rosol respectivamente. Bia Maia pega a ucraniana Lesia Tsurenko na chave principal. Jogos duros.


MaisRecentes

Indomável, Djokovic agora postula ida ao Nº 1. Brasil tem por quem torcer



Continue Lendo

Del Potro pisa mais forte que Nadal no US Open. NextGen ainda não embala



Continue Lendo

Emoções no US Open



Continue Lendo