Rio Open se consolida, mas público deixa a desejar



Terminou a quarta edição do Rio Open neste domingo desta vez sem perturbações, um torneio tranquilo que andou como o planejado sem adiamentos por conta da chuva. O tempo contribuiu bastante na capital carioca, diga-se de passagem.

Sem o torneio feminino foi possível ter uma logística melhor e facilidades para os jogadores da chave masculina e uma programação que não expusesse ninguém ao temido sol carioca que esteve presente em todos os dias, sempre acima dos 35º C no início da tarde.
Novamente a bola foi alvo de críticas de alguns jogadores, mas é aquela coisa, a ATP aprova, o jogador olha no Factsheet, se não gostou no ano anterior é só não voltar. É um problema do circuito uma vez que existem diversas marcas e cada evento tem suas parcerias e patrocinadores. Em vários torneios na Colômbia, por exemplo, são usadas bolas sem pressão e com a altitude de muitas cidades o jogo muda bastante de ritmo.
A estrutura funcionou bem e o entretenimento aumentou a ponto de deixar a quadra central vazia em muitos momentos. A organização não divulgou números oficiais, mas apontou que as vendas foram similares ao do ano passado. Só que em NENHUM dia tivemos a quadra central lotada, apenas cheia em alguns deles com cerca de 70, 80 % da lotação.
Alguns fatores explicam. Carnaval no Rio de Janeiro, preços que não subiram tanto, mas que são altos e não condizem com a crise que o país vive, muitos ingressos destinados aos patrocinadores que acabam não sendo completados ou o contemplado simplesmente não vem, o entretenimento lá fora com shows, pátio de comidas, loja e dentro principalmente do Corcovado Club, a área VIP. Infelizmente também o carioca prova mais uma vez não gostar tanto de tênis como o paulista. Tivemos grandes nomes como John McEnroe disputando o Grand Champions anos atrás na HSBC Arena e a mesma ficou vazia.
Acaba sendo uma propaganda negativa para um torneio que sonha ser um Masters 1000 não lotar nenhum dia até mesmo com jogo dos principais brasileiros em ação e presenças de Kei Nishikori e Dominic Thiem.
Talvez o evento possa repensar a capacidade da quadra central para o futuro caso não consiga trazer nomes do porte de Nadal e etc.
Ao longo da semana o pensamento foi na questão do piso duro. Será que vai funcionar ? Já tivemos evento por aqui no piso duro, no Sauípe, não era um 500, era equivalente hoje ao 250, mas mesmo assim não vinha grandes nomes. A questão da posição geográfica conta bastante. Acapulco este ano já estava com cartel forte e ainda anunciou Novak Djokovic de última hora.
Curtinhas:
Começa nesta segunda o Brasil Open com interessantes estreias de Guilherme Clezar, que passou o quali e joga contra Guido Pella por sua primeira vitória em ATPs. Tem o horrível retrospecto de 0-10. De saída da Koch Tavares, o tenista foi deixado para a Quadra 1 com várias duplas rolando na central.
Orlandinho Luz faz seu primeiro jogo de ATPs contra o sólido e guerreiro Gastão Elias. Um bom teste para o menino que jpa fez semi em challenger em São Paulo anos atrás.
Bellucci, Monteiro, Feijão e Rogerinho têm estreias bem complicadas.


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