Enredo de filme



Se o ano passado nos brindou com Juan Martin Del Potro renascendo das cinzas, brilhando na Olimpíada e dando um desfecho épico com o único título que faltava para o tênis argentino, tão perseguido como a Copa Davis, 2017 já começa com outro enredo que poderia muito bem ir para as telas do cinema.

Roger Federer e Rafael Nadal, afastados do circuito por problemas físicos derrubaram um por um de seus adversários, surpreenderam e fizeram mais uma daquelas inesquecíveis finais entre dois. Depois de tudo pelo que passaram este duelo merecia uma final como estas, com tensão, cinco sets, drama.

E o mundo do tênis, até mesmo aqueles torcedores de Nadal, aplaudem o desfecho, mesmo sendo contrário ao que gostariam. Desfecho de um Federer que supera alguns traumas, o primeiro de passar por uma cirurgia, ficar tanto tempo fora do que estava acostumado, e também de superar um fantasma em sua carreira, seu maior rival, em uma final de Grand Slam (não conseguia tal feito desde Wimbledon 2007, terceira vitória em nove decisões)

E o que é melhor, o respeito que ambos demonstram dentro e fora das quadras apesar da grande rivalidade, sem alfinetadas, disputa de egos e humildade principalmente após os últimos anos de suas carreiras.

E agora o que fica daqui pra frente ? Federer deixou soltar um “if not” na cerimônia de premiação sobre 2018 no torneio. Reitero o que afirmei no último post. Ele já tem as ferramentas para se retirar nesta temporada, mas ainda acredito que ganhar Wimbledon na cabeça dele, será a cereja do bolo.

O tênis torce para que Federer e nem Nadal se retirem. Eles serão eternos.



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