Portas abertas



Como havia dito o piso muito rápido possibilita zebras, equilibra as coisas, ainda mais quando se tem um adversário sacando bem e metendo a mão do outro lado.

Novak Djokovic foi campeão em Doha, mas esteve a um ponto de perder na semifinal e em nenhum momento se mostrou dominante naquela semana. Mais um capítulo da queda de nível e irregularidade que vem apresentando desde a conquista de Roland Garros. Desviou um pouco o foco e, como diria Muricy Ramalho, a bola pune. Daí não tem guru que ajude.

A derrota do sérvio, sua pior em Grand Slams – Istomin o 117 do mundo – abre a porta para muita gente. Teremos um Gasquet, Dimitrov ou Thiem podendo alcançar as semifinais no lado da chave de Djoko. Roger Federer pode se animar ? Já começou mandando para casa Tomas Berdych com estilo surpreendendo até a si mesmo. Mas o suíço tem um caminho duríssimo pela frente, adversários que lhe incomodam como Kei Nishikori e Andy Murray.

O escocês vê o caminho menos tortuoso para chegar ao título de um torneio que tem cinco vice-campeonatos. Parece sereno em seu primeiro Slam como número 1. A experiência ajuda, mas é um fato novo e a partir de agora vai experimentar uma pressão diferente.

E Rafael Nadal pode começar a mostrar hoje se tem garras ou não. Contra um menino muito talentoso e que adequa bem o jogo ao piso com o saque poderoso. Alexander Zverev será um teste e tanto. Se esse menino vencer não duvido nada que possa pegar a estrada um pouco mais livre para fazer estragos em Melbourne. Stan Wawrinka, sempre no passinho dele, ganhando jogos e sem alarde da mídia, já está nas oitavas.

A Austrália fica mais aberta, interessante e empolgante. Resta saber quem vai aproveitar essa lacuna ou porta aberta deixada pelo sérvio.

Curtinhas:

A derrota vai custar caro a Djokovic no ranking. Vai ficar pelo menos 1,7 mil pontos atrás na tabela. É a hora de Murray fazer sua gordurinha visando um segundo semestre mais tranquilo na ATP.



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