O valor da regularidade



Emerson Fittipaldi, que abriu o caminho do sucesso dos brasileiros na Fórmula 1 e depois na F-Indy, nunca primou pelo brilho, pelos recordes ou vitórias marcantes. Sim, teve grandes conquistas, mas ganhou campeonatos mundiais mais por sua regularidade. Longe querer me fazer expert em Automobilismo. Gosto muito, mas apenas cito um exemplo a ser usado para o tênis nos tempos atuais.

Andy Murray teve seus momentos de brilho na temporada com os títulos de Wimbledon e os Jogos Olímpicos e assume o número 1 do ranking muito por sua regularidade numa temporada com oito títulos, três finais de Grand Slam e sequência de decisões nos principais torneios e 19 vitórias consecutivas na reta final da temporada.
Aproveitou o que se imaginava que um dia aconteceria, um desequilíbrio do Big 4. Rafael Nadal e Roger Federer lesionados e já transitando no final de carreira e Novak Djokovic capengando após dar pinta que seria imbatível com a conquista de Roland Garros. Poucos imaginavam que Murray seria capaz de ultrapassá-lo em sete meses após estar 8 mi pontos atrás na tabela. Foi lá e conquistou. Aplausos para o primeiro britânico líder do ranking. 26º na história do tênis e coroado com mais uma conquista, a quarta seguida, em Paris.
Agora é que são elas para Andy. Teria fôlego mental para se sustentar por lá ? O ATP World Finals já dará uma resposta. São 405 pontos de vantagem. Se Novak Djokovic conquistar o título com duas vitórias na fase de grupos reassume o  topo ou se fizer final e semi com uma combinação de resultados pode tomar a liderança. A questão é, repito o que venho dizendo há semanas, a confiança. O sérvio não é mais o mesmo, não bate com tanta facilidade e convicção na bola nas horas chave. Parece cansado mental e fisicamente.
Por outro lado a pressão para o lado do sérvio diminui enquanto que Murray vai sentir um peso que só sentiu antes da primeira conquista de Wimbledon em 2013. Todos querem derrotar e desbancar o líder.
Curtinhas:
Passam das 24h que Murray assumiu o topo e Novak Djokovic ainda não cumprimentou o colega que outrora era muito amigo. Roger Federer e Rafael Nadal e a nata do tênis já o fizeram.
Belas campanhas brasileiras na semana. Bia Maia vai jogar a final no challenger de Scottsdale e se aproxima do top 200. João Sorgi passou o quali e fezsemifinal batendo um top 70, um ex-top 25 que classificou a Argentina para a final da Copa Davis, e outro que bateu Bellucci na final do ATP de Quito e que já tinha sido top 45. O menino de 23 anos vem passando quali nos últimos cinco challengers e vai subir para o grupo dos 375 melhores, ganho de 100 posições.


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