Murray pela primeira vez favorito em um Slam



Talvez, pela primeira vez em sua carreira, aos 29 anos, Andy Murray vai entrar como o principal favorito em um torneio de Grand Slam. Obviamente que não é pelo seu ranking. O número ali é uma referência, mas não diz o momento. E a fase do escocês é sem dúvida melhor que a dos concorrentes.
Esse favoritismo não é amplo. Não é unanimidade. O escocês vem aproveitando o declínio de Rafael Nadal, a lesão de Roger Federer e os problemas pessoais e físicos de Novak Djokovic. Sempre como patinho feito do Big Four ele vem, até o momento, aproveitando a onda e também jogando seu melhor tênis.
As 22 vitórias seguidas e as sete finais consecutivas com quatro títulos (Wimbledon, Olimpíada, Queen´s e Roma, vice em Madri, Cincinnati e Roland Garros) explicam e dão a enorme possibilidade do escocês sonhar com a liderança do ranking ao fim do ano. E o US Open, com apenas 180 pontos das oitavas a defender com o sérvio com 2000 a descartar é o ponto chave para uma conquista inédita pro tênis britânico.
Só que ao mesmo tempo que tem um favoritismo, Murray não pode se descuidar. Djokovic não está naquela confiança de pouco tempo atrás, mas ainda costuma colocá-lo no bolso e outros concorrentes correm por fora como Stan Wawrinka, que sempre dá um gás a mais nos Slams e já tem semis no currículo em Nova York, ou Marin Cilic, Milos Raonic e Kei Nishikori que gostam do ambiente e quadras novaiorquinas.
Juan Del Potro pode causar um estrago na chave, tem uma estreia relativamente ganhável, uma segunda complicada e um David Ferrer cambaleante pela terceira fase, mas seu físico ainda não dá a confiança que possa superar seguidos jogos melhor de cinco sets ainda mais no costumeiro calor do verão americano.
E Rafael Nadal está em situação similar. Vai depende do físico, do punho em jogos mais longos. Sua chave é interessante nas primeiras rodadas com Raonic assustando mais nas quartas e potencial duelo contra Djokovic que ainda vejo como um pouco fora do radar.
Finalmente Guilherme Clezar desabrochou de seu berço de ouro e foi macho o suficiente para passar o qualificatório. Pegou uma chave muito boa para dar um passo que pode ser a mudança de ares na carreira de uma promessa não concretizada para uma realidade. Seu caminho adiante permite até sonhar por uma terceira rodada.
Thomaz Bellucci tem uma chave chatinha, mas que dá pra avançar até o provável encontro com Nadal na terceira fase. Mas Kuznetsov e Albert Ramos serão grandes testes para ele que luta para não perder mais 80 pontos (soma 10 da primeira rodada e descarta 90) e perigar sair do top 80.
Rogério Dutra Silva deu azar danado. Se conseguir equilibrar mesmo sem ganhar sets já será um bom resultado, qualquer coisa a mais seria excelente.
Curtinhas:
Uma pena a derrota de João Souza, o Feijão, no quali, faltaram dois pontinhos. Perdeu uma boa chance, mas bola pra frente, é concentrar para ir bem no challenger de Curitiba onde pode garimpar mais bons pontos no caminho pelo top 100 e vaga no Australian Open em janeiro.
E Teliana Pereira é situação similar a Rogerinho. Não vejo muitas possibilidades com o jogo consistente de Carla Navarro. Que jogue bem e readiquira um bom ritmo para tentar fechar o ano no top 100.


MaisRecentes

Federer o franco favorito em Londres. Pouco a se tirar do Next Gen Finals



Continue Lendo

Quanto Nadal está disposto a arriscar por Londres ?



Continue Lendo

Quem é o melhor do ano ? Federer ou Nadal ?



Continue Lendo