A redenção de Del Potro



O ano era 2004, a terceira rodada de Roland Garros contra o número 1 do mundo Roger Federer recém campeão do Australian Open e iniciando seu domínio de tênis. Gustavo Kuerten fazia seu último ano de brilho no circuito com uma das atuações mais brilhantes da carreira para bater em um triplo 6/4 o suíço. Inesquecível.
Semelhanças existem com a carreira de Juan Martin Del Potro. Cirurgias no punho que não deram certo como no quadril do brasileiro. Retornos frustrados, lampejos e a humildade desses dois craques do tênis.
Del Potro é um dos poucos argentinos que dá gosto de torcer. Não é por sua direita demolidora apenas. Mas sim por sua história, cada vez mais no sacrifício e mostrando toda sua luta e também por seu caráter. Quem acompanha o circuito e quem o rodeia conhece. E respeita ainda mais.
Que bom ver um talento desse voltando a ter esse tipo de atuação brilhante.
Voltando as comparações com Guga dificilmente ele terá uma sequência enorme. Seu punho ainda dói assim como doía o quadril de Kuerten após uma pequena série de jogos. Mas o exemplo está aí.
Del Potro é um colírio pro tênis. Sentíamos muito sua falta. Bem-vindo de volta, Delpo. Que seja eterno quanto dure.
Curtinhas:
Triste ver Djokovic chorando na saída de quadra. Ganhou o público brasileiro por sua simpatia e irreverência. Mas sucumbiu diante do poder e da força do argentino. Vi seu jogo acuado com as pancadas do sul-americano, o segundo saque por vezes muito curto e os golpes agressivos raros. Pesou bastante a pressão pela medalha de ouro em simples que faltava e que talvez tenha sido sua última chance real de conquistar (terá 33 anos em 2020, dificilmente estará no auge como hoje).
A notícia ruim é que com essa derrota ele vai com tudo pras duplas justo contra Marcelo Melo e Bruno Soares. Jogo perigosíssimo pros brasileiros.
Falando em brasucas dia bom pros meninos, todos venceram em simples e duplas. Destaques para André Sá e Thomaz Bellucci em jogo emocionante derrotando os irmãos Andy e Jamie Murray. André é o recordista de participações pelo Brasil na Olimpíada com quatro disputas. Aos 39 anos merecia uma vitória dessas e merece ainda mais.


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