Federer ganha chance, mas não se torna o principal favorito



A derrota de Novak Djokovic é o grande fato surpreendente do ano até aqui e será difícil ter outra derrota tão inesperada como a desse tamanho.

Sim a pressão para se ganhar o Calendar e até o Golden Slam era forte, mas após duas vitórias na chave e um rival já rodado no circuito e conhecido por suas limitações contra os melhores do mundo não seria capaz de vencer três sets do imbatível e confiante sérvio. Foi. Jogou muito tênis e deixou o mundo do tênis boquiaberto.
Sem o sérvio o restante da chave sorri e vê a possibilidade de título. Teria Roger Federer sua maior chance do recorde do oitavo título em Londres ? Fosse ano passado diria que sim, mas sua fase e atuações colocam dúvidas. Não enfrentou ninguém que mudasse esse credenciamento. Óbvio que suas condições melhoram, mas ainda fica no bolo de Tomas Berdych, Milos Raonic no segundo escalão pelo trofeu. A pressão está toda em Andy Murray, finalistas nos dois últimos Majors e em grande fase.
No feminino, Garbiñe Muguruza alegou energia muito baixa em Wimbledon. Eu diria muito nervosismo que travou suas pernas ou também falta de empenho nos treinos após a conquista em Roland Garros. Sem ela, sem Victoria Azarenka, Wimbledon se mostra aberto para Serena, mas experientes rivais podem a atrapalhar.
Pela quarta vez o Mid-Sunday foi utilizado na história desde 1877. Muita chuva em quase todos os dias e uma quadra coberta que deu privilégio para poucos como Federer. São ossos do ofício, é muito custoso colocar quadra coberta em todas em um Slam e mais fácil controlar quando as chuvas vêm na segunda semana. Por isso que o Major da Austrália, com três de teto retrátil se torna o menos injusto aos tenistas.


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