Punição de bom tamanho para Sharapova



Dois anos de gancho para Maria Sharapova. Vi muita gente no meio do tênis achando a punição exagerada e apostando na redução após a apelação. Também acho que deve ser reduzida, mas não deveria ser. Ficou de bom tamanho. De ótimo tamanho aliás.

E por que tenho esta crença ? Basta ler com cuidado as 33 páginas da sentença da russa. Em primeiro lugar uma das desculpas dadas, ridículas no meu ponto de vista, é que o empresário da jogadora, Max Eisenbund, teria se divorciado, não fez sua viagem tradicional pro Caribe onde consultava e enviava pra jogadora a lista da atualização dos medicamentos proibidos. Ora bolas. O empresário tem que estar calmo, tomando seu champanhe no mar do Caribe pra fazer isso ? A russa esfez a parceria com o médico que tinha desde 2006 no fim de 2012 e todo fim de  ano Max enviava a atualização para a jogadora.
A sentença é categórica ao afirmar que o Meldonium entrou no programa de monitoramento já em 2015 e que a jogadora ou o empresário poderiam ter procurado a WTA ou outros médicos para informações já que ela tomava o medicamento há uma década. E também nenhum médico prescrevia o Mildronato desde 2012 e tampouco seu nutricionista sabia que ela tomava o remédio e ninguém mais da equipe, somente ela e Max. Ou seja, as evidências são altas que ela escondia que tomava.
Sharapova passou a tomar o Mildronato em 2006 e o médico prescrevia o aumento da quantidade minutos antes das partidas.
Durante o Australian Open a russa tomou o Mildronato cinco vezes em sete dias e foi pega em outro exame fora de competição no dia 2 de fevereiro, uma semana depois de ser pega após a derrota para Serena Williams.
As desculpas da russa não colam. As evidências mostram que ela tomava o medicamento sim para ganho de performance. A Federação Internacional de Tênis entendeu isso e quis dar 4 anos de punição, o Tribunal, por unanimidade, entendeu que não foi intencional, mas colocou todas essas evidências e deu dois anos. Ficou de bom tamanho.


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