Doping de Sharapova é um choque para o tênis



Nobre atitude de uma jogadora como Maria Sharapova vir à público, chamar uma coletiva de imprensa para um “grande anúncio” e dar a cara à tapa para anunciar que foi pega em um exame anti-doping cinco dias após ter recebido o papel da Federação Internacional de Tênis com o resultado. Atitude para poucos.

Agora é uma mancha pro esporte e para seus fãs. Principalmente pelo erro que ela e seu staff cometeram. A própria confessou que não clicou no link para ver a novidade nas substâncias proibidas para 2016. Amadorismo total. Cada um é responsável pelo que ingere e atleta de alto rendimento sempre deve ficar ligado.
Mas isso não tira também a responsabilidade de seus médicos, ou pelo menos não deveria tirar, uma vez que a própria confessa fazer uso do medicamento com a Meldonium desde 2006. Sharapova é muito bem paga e deve pagar muito bem todo o seu staff para cuidar de cada detalhe de sua vida e carreira.
Um erro que pode custar meses e talvez uma temporada inteira – foi suspensa provisoriamente a partir do dia 12, mas a sanção final não foi revelada ainda – incluindo os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e que pode mudar a imagem diante de torcedores e até patrocinadores que não só davam crédito por sua beleza, bom tênis, mas determinação e integridade como atleta.
E o caso Sharapova, dependendo da sanção que vier, pode ser um marco no tênis, de que ninguém está impune.
É curioso salientar que o doping foi constatado após a derrota para Serena Williams no Australian Open, tenista que não vence desde 2004. Quer queira, quer não, a substância foi proibida pela WADA por aumento de performance. Sharapova afirma que era recomendação médica e que toma desde 2006. Eu acredito nela, mas abre margem para que algumas pessoas e até algumas de suas várias inimigas no circuito duvidem.


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