Um novo talento brasileiro para torcer e ter calma



Foram duas semanas mágicas para o jovem Thiago Monteiro. Fez uma pré-temporada puxada com Thomaz Bellucci, belas exibições nos challengers do começo de ano e com justiça recebeu convite pro Rio Open conseguindo o feito de derrubar o top 10 Jo Tsonga na primeira rodada. Na semana seguinte foi premiado com um convite pro Brasil Open, derrubou Nicolas Almagro, que vinha de final em Buenos Aires menos de duas semanas antes e Daniel de la Nava, mais um entre os 75 do mundo.

Thiago só perdeu de um dos melhores do saibro ano passado e do campeão dos dois torneios, o experiente Pablo Cuevas, hoje 27 do ranking. E perdeu duro.
O cearense que trabalha na Tennis Route sob a tutela de Duda Matos e o preparador físico Alex Mattoso e a supervisão de João Zwertsch mostrou ter evoluído em seu jogo como um todo. Está sacando melhor, com mais potência, usando o serviço tático de canhoto na vantagem, conseguindo implementar uma tática para incomodar os adversários fora o forehand que ficou mais firme e definidor. Além do mais mostrou muita maturidade, se livrando de momentos complicados, virando situações difíceis com bastante calma.
Há pouco mais de um ano era apenas o 540 do mundo, se recuperando de uma lesão no joelho no match-point de um quali em um challenger na Eslováquia o qual por pouco não fez uma cirurgia – graças ao ótimo trabalho da equipe médica incluindo Paulo Carvalho, fisio também da CBT – e uniu energia não só nessa, mas em outros problemas físicos que teve para alcançar o seu momento que promete ser apenas o estopim para uma série vencedora.
O torcedor que se encantou e acolheu o cearense arretado precisa ter paciência agora. Não é porque ganhou de um top 10, outro ex-top 10 e de um entre os 75 que estará lá no mês que vem, que chegará nas Olimpíadas ou que será o novo Guga como um ou outro membro da imprensa já especulam.
Thiago é jovem, tem 21 anos, muito a melhorar ainda, é pés no chão e consciente que ainda conquistou muito pouco do que seu potencial pode gerar. Bola ele tem. E muita!
Curtinhas:
Com a campanha, Thiago se coloca entre os 240 do mundo. Um salto de 100 posições em duas semanas, somando 90 pontos ao todo, que equivale a um título de um challenger de US$ 75 mil. Só que as vitórias dele foram muito maiores com o que se encontram em challengers.
Falando nos torneios médios, seu próximo desafio é em Santiago, no Chile, na próxima semana, onde ainda está no quali.
Quem especula Olimpíada, são mais três meses de torneios e ele teria que subir pra 70, 80 do mundo mais ou menos. É fazer basicamente triplo dos pontos que tem. Muita calma nessa hora. Está longe demais. Passo a passo e sem apressar o menino.
Thomaz Bellucci e o mistério
No Rio Open problemas estomacais e agora em São Paulo algo parecido. Thomaz Bellucci não falou especificamente o que tem, mas comentou que sua fadiga física acima do normal vem limitando seu nível.
Jogar com alta umidade e calor sempre foi o calcanhar de aquiles pro tenista que tem perda excessiva de líquidos e consequente perda de desempenho, algo que seus preparadores físicos sempre buscaram isotônicos e soluções para sanar o problema.
Agora o que não sabemos é se entrou algum evento novo nesse processo. O que constou é que Bellucci se mostrou frustrado e insatisfeito.
É uma pena. Mas o físico é primordial no esporte e um dos motivos que impediram a entrada do brasileiro ainda entre os vinte melhores.


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