Djokovic só perde para ele mesmo



Elogiar a forma de Novak Djokovic e suas atuações é chover no molhado, falar do mesmo, se repetitivo. O certo é que no momento o sérvio só perde se ele quiser, se ele não se dedicar adequadamente para um torneio ou um jogo como quase ocorreu nos 100 erros não-forçados para Gilles Simon.
A questão agora é até onde o sérvio vai. O número 1 já inaugurou com êxito seu segundo ano seguido de domínio, se levarmos em conta 2011, o terceiro, e a cada evento parece ainda mais acima dos outros, ainda melhor e batendo sem dó nem piedade em feras como Federer, Nadal e Andy Murray, que faz até ser constrangedor para eles em certos momentos.
Como todo tenista é de praxe cair um pouco o nível com a idade e lesão como foi o caso de Roger Federer e principalmente de Rafael Nadal que por toda carreira convive com os problemas físicos. Sim, Federer passou por problemas nas costas que ora ou outra era revelado mesmo que não fosse algo muito grave impactava na preparação e consequentemente na confiança. A diferença é que Djokovic não enverga, não tem lesões e tampouco tem um estilo propenso a elas o que dá a certeza que tem tudo para seguir sua caminhada de sucesso por dois, três anos a mais no mínimo.
Se por um lado é entendiante para alguns, principalmente pra maioria dos torcedores que passaram a admirar o tênis por Federer e Nadal, por outro é importante ter o cara que conseguiu superá-los e ter tudo para se equiparar em conquistas.
E não pense que no saibro será diferente. Djokovic aprendeu a ganhar no piso assim como a dominar Nadal nele.
Se faltou emoção na final masculina, a feminina deu show de nível de tênis, equilíbrio e emoção. E a importância da conquista de Kerber, um novo (nem bem novo assim não é ? 28 anos de idade) nome nas cabeças só trará benefícios para as meninas que podem acreditar mais que Serena está longe de ser imbatível.
Dobradinha histórica – Desde 1962 um brasileiro não ganhava dois Slams num mesmo torneio (Maria Esther Bueno no US Open nas duplas e mistas). Bruno Soares fez isso e em menos de 24 horas. Não poderia ter tido início de ano e começo de parceria melhor.
E quem disse que dupla não dá dinheiro ? Claro, bem menos que simples, mas as duas conquistas renderam R$ 1,12 milhão para o mineiro na Austrália que já supera os US$ 3 milhões na carreira.


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