Brasil o país da dupla. A façanha de Kerber



Quem diria que aparentemente nos holofotes das câmeras um britânico transpareceria mais emoção que um brasileiro ao ganhar um título. Só mostrou porque mesmo comemorando no estilo mineirinho, quietinho, Soares não queria largar o troféu. Coitado do Jamie.
Bruno tanto cutucou que finalmente faturou seu 1º Slam nas duplas. Mais que merecido por tudo que vinha fazendo e principalmente pela decisão nada fácil de trocar de parceiro o qual teve duas temporadas com muito sucesso e a última com problemas. São três torneios com um Grand Slam, um título do ATP de Sydney e uma semifinal. Não poderia ter começo melhor.
Uma dupla que se mostra afinada desde já. Na final cheia de emoções deste sábado ele largou mal,sacou mal e mostrou insegurança. No começo até o meio do segundo set Jamie deu as cartas, ajudou o brasileiro que foi ganhando confiança no serviço e encorpando aquele nível que mostrou por todo torneio em Melbourne. No fim. Jamie falhou, foi mal ao servir pro jogo e o brasileiro tomou pra si a responsabilidade, devolveu muito, fechou bem a rede e sacou firme para fechar de forma serena a partida.
O título de Bruno é histórico. Eram 56 anos sem canecos na Austrália e 51 sem finais. Somente Maria Esther Bueno havia feito decisões por lá – Marcelo Melo esteve a um ponto da final ano passado – e se não bastasse essa conquista, Bruno terá a chance de ganhar seu quinto Slam neste domingo às 3 da madruga ao lado da russa Elena Vesnina na dupla mista. Aconteça o que acontecer é uma semana mágica.
Com o título, Bruno e Jamie vão disparar na liderança do ranking do ano com 2340 pontos e o brasileiro vai grudar no top 10 do ranking individual projetado para ficar no 11º lugar. E Marcelo Melo manterá a primeira colocação. Com dois Slams nas mistas e agora dois no masculino, mais bons resultados de André Sá e Marcelo Demoliner, dá pra afirmar que o Brasil é o país das duplas.
Quem imaginaria que Angelique Kerber chegasse numa final contra a poderosa Serena Williams e alcançaria tamanha façanha deste sábado. É histórico. Desde 2011 que Serena não perdia uma final e somando 21 títulos em 25 finais de Major.
Atenuantes as atuações da americana triturando rivais e perdendo poucos games para tenistas como Sharapova e Radwanska e uma Kerber que era tida como patinho feio do circuito, a top 10 sem final de Slam, ali por acaso. Pois é, chegou em sua primeira decisão de Major, não sentiu nenhuma pressão, foi pra cima,devolveu todas as bolas e fez tudo o que Serena não gosta, deixá-la sob pressão ao ficar a frente e colada no placar, medindo forças nos golpes de fundo.
A história de Kerber é similar a de Wawrinka. Talento, bons resultados, falhas nos momentos chaves em torneios importantes, freguesia diante das principais rivais e a história de Cinderela justo na Austrália. Coincidências.
Tanto criticamos o sebo de Serena para com a imprensa que é preciso louvar sua atitude de ir ao outro lado da quadra e dar um caloroso abraço em Kerber. Ela reconheceu que a alemã mereceu e muito o troféu. Nobre Serena.
Curtinhas:
Vai dormir Andy! Não é que Andy Murray apareceu na Rod Laver Arena à 1h da manhã para filmar de seu celular a primeira conquista do irmão Jamie e tomou uma bronca dele ? O escocês joga a decisão neste domingo às 19h30 locais contra Novak Djokovic.
A aura com os inéditos títulos de Kerber, de seu irmão e Soares dão o exemplo que Murray pode sim parar a máquina Djokovic e acabar com a série de quatro vices seguidos em Melbourne. Ele tem tênis pra isso.


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