Djoko patinando ? #Issoeentrega, Clezar ?



O vestiário do Australian Open certamente se animou com os cem erros não-forçados de Novak Djokovic na rodada anterior contra Gilles Simon. Backhand descalibrado e seu pior tênis talvez nos últimos 12 meses. Mesmo assim ganhou, mas mostrou pela primeira vez uma vulnerabilidade que abre uma portinha aos rivais que praticamente jogam a toalha quando o olham do outro lado da rede.

Seu desafio  pela manhã é Kei Nishikori, outro tênis que contra-ataca muito bem como Simon e tem a bola ainda mais pesada. Excesso de erros novamente, principalmente no backhand, não ficará impune com o samurai. Mas não tenho dúvida que entrada mais “atento”.

Milos Raonic deu um passinho a mais, bateu um de seus algozes, Stan Wawrinka, em batalha de cinco sets, mostrando que não é só saque, é direita e voleio. Vem implementando as subidas à rede com o novo técnico, Carlos Moya, além da maior calma dentro de quadra, característica do espanhol que já foi campeão de Roland Garros e número 1 do ranking. Tem tudo para fazer uma espetacular semifinal contra Andy Murray. Não vejo muito como David Ferrer ou Gael Monfils poderem atrapalhar esse provável confronto. A chave de Monfils foi uma teta. Com a queda de Rafael Nadal e outros concorrentes, chegou até as quartas sem enfrentar nenhum top 60.
No feminino também não vejo adversárias para Victoria Azarenka até a decisão. Apenas 28 games perdidos em nove jogos no ano. Tênis firme, agressivo e com um físico invejável. As adversárias é que penam.
Domingo de uma atitude péssima pro tênis brasileiro.
Guilherme Clezar fez uma ótima campanha no Rio de Janeiro, foi à final num challenger difíicil, mas fez um papelão na final, entregou deliberadamente os últimos dois, três games do terceiro set em uma final em casa, contra um argentino, com transmissão do Sportv  – que raramente mostra seus jogos ao longo de uma temporada.
Culpou o cansaço e desgaste pela queda de rendimento e ainda agradeceu ao público por ter o apoiado na luta na partida.
Estão vendo aos montes exemplos no Australian Open de luta com cãibra e lesões de vários tenistas. Tem que lutar até o fim, mesmo sem pernas. Imagina quem se deslocou e perdeu a manhã de sol de domingo para acompanhar o jogo ?
Aquele menino que quer ser tenista no futuro e tem nossos profissionais como referência. Péssimo exemplo.
Certamente perdeu pontos na decisão dos convites finais para o Rio Open ainda disponíveis. Afinal, qual diretor vai querer dar a oportunidade pra quem entrega jogos decisivos por estar cansado, desgastado ? Ah o Brasil Open sim, claro, a Koch Tavares administra a carreira do garoto. Aí são outros 500, pra qualquer evento da entidade ele será agraciado.
Que melhore sua atitude daqui por diante, abalou sua imagem.


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